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70 Taka – 2018 – Bangladesh

  • awada
  • 13 de abr. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 6 de dez. de 2025

De pai para filha: A dinastia política que moldou Bangladesh.




Sheikh Hasina (1947-), filha de Sheikh Mujibur Rahman (1920-1975), líder fundador de Bangladesh, começou sua carreira política marcada pelo trauma do assassinato de quase toda sua família em 1975. Nos anos seguintes, tornou-se a principal figura do partido Awami League e participou ativamente dos movimentos pela redemocratização, ganhando notoriedade nacional. Em 1996, venceu sua primeira eleição e assumiu o cargo de primeira-ministra, governando até 2001. Após um período de instabilidade e governo interino, Hasina retornou ao poder em 2009, inaugurando um dos ciclos políticos mais longos da história do país. Durante seus 15 anos consecutivos no comando, Bangladesh registrou forte crescimento econômico, expansão industrial, investimentos em infraestrutura e avanços sociais, o que lhe garantiu apoio popular e reconhecimento internacional. Também ganhou destaque por receber centenas de milhares de refugiados Rohingya vindos de Mianmar. Entretanto, ao longo dos anos, seu governo passou a ser acusado de concentrar poder, restringir liberdades civis, perseguir opositores e controlar a imprensa. A oposição descrevia Bangladesh como um “estado cada vez mais autoritário”, especialmente após eleições contestadas, como a de 2024, marcada por boicotes e denúncias de fraude. A crise definitiva surgiu ainda em 2024, quando protestos estudantis contra o sistema de cotas se ampliaram para manifestações nacionais contra o governo. A repressão violenta, com uso de força letal e prisões em massa, acentuou a indignação pública. A instabilidade cresceu rapidamente, e a legitimidade de Hasina se deteriorou. Em 5 de agosto de 2024, diante de um país paralisado por protestos, ela renunciou e deixou Bangladesh rumo ao exílio. Com sua saída, um governo interino iniciou uma série de investigações. Em 2025, Hasina foi condenada em ausência por crimes contra a humanidade relacionados à repressão dos protestos, acusada de ordenar ações que resultaram em centenas de mortes. Também recebeu sentenças por corrupção ligadas à concessão irregular de terrenos públicos. A motivação central por trás de sua queda combina fatores políticos, sociais e institucionais: o desgaste acumulado por práticas autoritárias, a repressão severa aos protestos, a perda de legitimidade democrática e o desejo de uma ruptura com o modelo de poder do Awami League. Assim, o fim de seu governo simboliza tanto o colapso de um projeto político quanto a tentativa, ainda controversa, de responsabilização por violações de direitos humanos.

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