50 Emalangeni – 2018 – Essuatini
- awada
- 31 de jan. de 2024
- 2 min de leitura
Atualizado: 11 de jan.
O país onde garotas virgens concorrem para ser tornarem esposas do rei!


O Reino de Essuatini (eSwatini, em inglês), era anteriormente conhecido como Suazilândia. O país e seu povo receberam esse nome em homenagem a Mswati II (c. 1820–1868), rei que expandiu e consolidou o território durante o seu reinado, entre as décadas de 1840 e 1860. A figura retratada nesta cédula é a do atual monarca, Mswati III (nascido em 1968), que ascendeu ao trono em 1982 após a morte de seu pai, Sobhuza II, um dos reis mais longevos da história africana. Em 2018, por ocasião do 50º aniversário de sua independência e do seu próprio jubileu de 50 anos, Mswati III anunciou oficialmente a mudança do nome do país de Suazilândia para Essuatini. Segundo o rei, a decisão visava abandonar uma denominação herdada do período colonial britânico e restaurar o nome tradicional na língua suázi. Ele também observou que “Swaziland” era frequentemente confundido, em inglês, com “Switzerland” (Suíça). Mswati III é conhecido por manter um sistema de poligamia, prática tradicional entre a realeza suázi. Até o início da década de 2020, o rei tinha cerca de 15 esposas reconhecidas e dezenas de filhos, número que varia ao longo do tempo devido a falecimentos, separações formais e alterações no estatuto de algumas consortes. Uma das cerimônias culturais mais emblemáticas do país é o Umhlanga, ou Reed Dance (Dança dos Juncos), ritual anual introduzido em sua forma moderna durante o reinado de Sobhuza II, na década de 1940. O evento reúne dezenas de milhares de jovens mulheres suázis solteiras e sem filhos, que se deslocam de todo o país até a Aldeia Real de Ludzidzini, residência da Rainha-Mãe. Durante cerca de oito dias, elas participam de danças, cânticos e rituais que simbolizam pureza, identidade cultural e respeito às tradições. Embora, em raras ocasiões, o rei possa escolher uma futura esposa entre as participantes do Umhlanga, o festival não tem como finalidade principal a seleção de esposas reais, nem ocorre tal escolha todos os anos. O evento é sobretudo uma celebração cultural e identitária. Ao longo dos anos, imagens e vídeos da Dança dos Juncos geraram debates internacionais sobre interpretação cultural e padrões de moderação em plataformas digitais. Em alguns casos, conteúdos inicialmente sujeitos a restrições foram posteriormente reavaliados, após críticas de produtores e defensores da cultura africana, que destacaram o caráter tradicional e não sexualizado da cerimônia.


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