5.000 Rials – 2009 – Irã
- awada
- 12 de mar. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 7 de dez. de 2025
O satélite lançado para espalhar "o monoteísmo, a paz e a justiça" através do mundo!


Apesar de muitos países já terem construído seus próprios satélites, incluindo o Brasil, apenas um grupo muito seleto conseguiu desenvolver a capacidade completa de colocá-los em órbita por meios próprios. Isso significa projetar, construir e operar foguetes lançadores, além de dispor de bases de lançamento adequadas. Desde o pioneirismo da União Soviética, que em 1957 inaugurou a era espacial ao colocar o Sputnik 1 em órbita, até a entrada mais recente da Coreia do Norte nesse grupo, em 2012, apenas dez países alcançaram essa autonomia tecnológica. Entre eles está o Irã, que em 2009 entrou oficialmente para esse clube ao colocar em órbita o satélite de pesquisas e comunicação Omid utilizando o foguete lançador Safir-1A. Ambos são retratados na cédula acima emitida naquele mesmo ano, celebrando o feito. O lançamento ocorreu durante as comemorações do 30º aniversário da Revolução Iraniana e foi supervisionado pelo então presidente Mahmoud Ahmadinejad (1956-), que declarou que o satélite havia sido colocado em órbita “para espalhar o monoteísmo, a paz e a justiça através do mundo”. Apesar de ter assinado o Tratado do Espaço Sideral de 1967, o Irã permanece como o único país desse grupo a não ratificá-lo. O tratado, marco fundamental do direito espacial, proíbe explicitamente a colocação de armas de destruição em massa em órbita e estabelece princípios para o uso pacífico do espaço exterior, um ponto sensível nas relações internacionais envolvendo programas espaciais emergentes. O Brasil, por sua vez, tentou integrar esse seleto grupo por meio do programa VLS (Veículo Lançador de Satélites). Três tentativas de lançamento foram realizadas, todas sem sucesso. A última, em 22 de agosto de 2003, terminou de forma trágica com a explosão do VLS-1 na plataforma de lançamento do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, causando a morte de 21 técnicos e a destruição de parte significativa das instalações. O acidente levou ao encerramento definitivo do programa. Atualmente, o país aposta em um novo esforço: o projeto VLM (Veículo Lançador de Microssatélites). Desenvolvido em parceria com a Alemanha, o VLM é projetado para colocar cargas úteis de cerca de 30 kg em órbitas baixas, próximas de 300 quilômetros de altitude. O primeiro voo de teste está previsto para 2027, mas, diante do histórico brasileiro, muitos observadores adotam cautela. Resta aguardar — é ver para crer.


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