500 Rupiah– 1982 – Indonésia
- awada
- 23 de ago. de 2021
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Atualizado: 25 de jan.
Titan Arum: A maior e uma das mais espetaculares flores do mundo.


A cédula acima apresenta, no anverso, uma enorme flor acompanhada da figura de um homem ao fundo, recurso utilizado para destacar suas proporções extraordinárias. Conhecida popularmente como “flor-cadáver” devido ao forte odor que lembra carne em decomposição, a Amorphophallus titanum é considerada a maior planta com flor do mundo e também uma das mais espetaculares da natureza. Seu nome foi simplificado para “Titan Arum” pelo célebre naturalista britânico Sir David Attenborough, que considerou Amorphophallus titanum excessivamente científico para os propósitos de um documentário da BBC. A espécie é nativa da ilha indonésia de Sumatra e, devido à sua raridade e tamanho impressionante, passou a ser cultivada por jardins botânicos e colecionadores particulares ao redor do mundo. No entanto, sua floração é um evento raro: ocorre, em média, apenas uma vez a cada dez anos e dura cerca de três dias antes de a flor murchar. O odor característico é liberado por meio de uma estrutura central semelhante a uma chaminé em forma de funil e, embora extremamente desagradável para os humanos, é altamente eficaz para atrair insetos polinizadores. Enquanto muitas plantas atraem polinizadores com aromas doces e florais, a Titan Arum imita com precisão o cheiro de carne e esterco, ambientes ideais para insetos que se alimentam e se reproduzem em matéria orgânica em decomposição. Essa ilusão é reforçada pela coloração interna da flor, de um tom vinho escuro, que também remete à aparência de carne crua. Nem todas as espécies do gênero Amorphophallus, contudo, exalam odores fétidos: a Amorphophallus haematospadix, por exemplo, é conhecida por emitir um aroma semelhante ao de bananas, enquanto outras espécies podem lembrar cenouras frescas. Atualmente, o recorde da maior Titan Arum cultivada pertence a um americano que, em 2010, conseguiu uma planta com mais de três metros de altura. Apesar desse sucesso em cultivo, a destruição acelerada das florestas tropicais de Sumatra tem reduzido drasticamente as populações naturais da espécie, levando-a a ser classificada como ameaçada de extinção pela União Internacional para a Conservação da Natureza. Esse cenário torna o cultivo em jardins botânicos ao redor do mundo fundamental para a preservação da espécie e para uma eventual reintrodução em áreas naturais recuperadas.


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