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500 Riels – 1958-70 – Camboja

  • awada
  • 16 de jul.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 22 de jul.

Entre bois e arrozais: o Camboja que resiste ao tempo.

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A imagem estampada nesta cédula do Camboja, representando um camponês conduzindo seu arado puxado por dois bois, evoca de forma vívida o cultivo tradicional de arroz — uma prática que marcou profundamente a paisagem e o modo de vida no Sudeste Asiático ao longo do século XX, e que ainda resiste em pleno século XXI. No Camboja, essa prática concentra-se especialmente nos deltas do rio Mekong e do lago Tonle Sap, embora nas últimas décadas tenha ocorrido uma expansão para planícies irrigadas. Enquanto no passado o cultivo era voltado quase exclusivamente para a subsistência, hoje observa-se uma transição para um modelo híbrido, que combina a subsistência com a produção voltada ao mercado interno e externo. O preparo do solo, no entanto, ainda mantém traços do passado: o uso do arado puxado por bois ou búfalos-d’água permanece em áreas rurais menos mecanizadas, embora tratores já sejam utilizados em propriedades maiores ou de acesso facilitado. O transplante manual de mudas, retiradas de viveiros, continua a ser a norma em pequenos e médios produtores. Já a irrigação, que no sistema tradicional depende das chuvas e do controle sazonal das marés, vem sendo complementada por projetos de irrigação moderna em algumas regiões. No manejo de pragas e ervas, a tradição inclui soluções naturais, como o uso de patos e peixes para o controle biológico. No entanto, em áreas mais intensificadas, há uso moderado de agroquímicos. Um dos aspectos mais marcantes da agricultura tradicional é a forte participação comunitária, que contrasta com a crescente individualização das práticas agrícolas voltadas ao mercado. Essa solidariedade no trabalho reflete a importância cultural do arroz como símbolo de vida, fartura e coletividade. Assim, apesar dos avanços tecnológicos e da urbanização, a cena retratada na cédula cambojana ainda é real e cotidiana para muitas comunidades do interior, mostrando que o arroz no Camboja não é apenas alimento, mas um elo entre o passado e o presente.

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