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500 Lei– 1991 – Romênia

  • awada
  • 10 de ago. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 21 de jan.

A Coluna Infinita: Uma das grandes obras da escultura ao ar livre do século XX.



Poucos de nós já ouvimos falar de Constantin Brancusi (1876–1957), acima retratado — o mais célebre escultor romeno e um dos principais nomes da vanguarda moderna. No mundo da arte, ele é considerado um dos maiores escultores do século XX, sendo visto como um verdadeiro libertador da escultura, ao despô-la de elementos secundários que a sufocavam e ao apresentar a realidade em sua forma mais essencial. Devoto cristão ortodoxo, Brancusi encontrou inspiração tanto no divino quanto na vida simples do interior da Romênia. Hoje, suas obras estão espalhadas por grandes museus da França, dos Estados Unidos, da Holanda e da Inglaterra, mas seus trabalhos mais queridos permanecem em sua terra natal. Em 1904, deixou a Escola de Belas Artes de Bucareste e mudou-se para Paris, cidade da qual jamais sairia definitivamente. Em 1935, ao aceitar o pedido de uma entidade civil romena para homenagear os heróis da cidade de Târgu Jiu que morreram na Primeira Guerra Mundial lutando contra a Quadrupla Aliança (Alemanha, Áustria-Hungria, Império Otomano e Bulgária), Brancusi criou um conjunto de esculturas monumentais. Uma delas recebeu o nome de “A Coluna Infinita”. Uma versão esculpida em carvalho está parcialmente representada no reverso da cédula, atrás da imagem do próprio artista. Já a versão definitiva, concluída em 1938, possui cerca de 30 metros de altura e é composta por 16 módulos romboides de zinco revestidos de latão e ferro fundido, tendo sido instalada no Parque Central de Târgu Jiu. Na década de 1950, o governo comunista romeno chegou a planejar a demolição da coluna para transformá-la em sucata, pois, segundo sua visão ideológica, a obra representava a decadente burguesia ocidental e contrariava o pensamento comunista. Felizmente, esse plano jamais foi levado adiante. Após a Revolução Romena de 1989 e a queda do regime comunista, surgiu um interesse renovado em restaurar a coluna, que então apresentava inclinação, rachaduras, corrosão do metal e problemas em sua fundação. A restauração ocorreu entre 1998 e 2000, por meio de um esforço conjunto do governo romeno, do World Monuments Fund e de outros grupos nacionais e internacionais. Em 2024, a obra foi inscrita como Patrimônio Cultural da UNESCO, consolidando sua importância artística, histórica e cultural.

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