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500 Dram – 2017 – Armênia

  • awada
  • 15 de mar. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 17 de dez. de 2025

Das páginas da Bíblia para uma moderníssima cédula de banco.




Esta foi a primeira cédula comemorativa emitida pela Armênia. Nela aparecem diversas imagens associadas à história bíblica da Arca de Noé. No anverso destacam-se o relicário onde se acredita estarem preservados fragmentos da Arca de Noé, a Catedral de Etchmiadzin — centro espiritual e administrativo da Igreja Apostólica Armênia em todo o mundo —, o Monte Ararat e a pomba com o ramo de oliveira, símbolo do primeiro sinal de terra firme trazido a Noé. No reverso, são retratados Noé e sua família, cercados por diversas espécies de animais. A Arca de Noé é a embarcação descrita na narrativa do Dilúvio, apresentada no livro do Gênesis, que integra a Bíblia hebraica e o Antigo Testamento cristão. Nos capítulos 6 a 9, o texto relata o recomeço da humanidade, quando Deus, ao constatar que a humanidade havia se tornado profundamente corrupta e violenta, decide destruir toda a vida na Terra por meio de um grande dilúvio. No entanto, Noé e sua família são poupados, recebendo instruções divinas para construir uma arca de madeira e nela abrigar sua família e casais de animais, com o objetivo de preservar a vida após a catástrofe. Segundo a narrativa bíblica, após sete dias na arca, iniciam-se as chuvas, que duram quarenta dias e quarenta noites ininterruptas. As águas cobrem a Terra e, após um longo período de recuo gradual, a arca vem a repousar sobre as montanhas de Ararat. A tradição posterior associou esse local especificamente ao Monte Ararat, que se tornou um símbolo central para a identidade armênia. Relatos de grandes inundações não são exclusivos da tradição bíblica. Histórias semelhantes aparecem no Alcorão e em diversas culturas antigas, indicando a ampla difusão desse tipo de mito no imaginário humano. Apesar das inúmeras expedições e buscas realizadas desde os primórdios do Cristianismo até os dias atuais, não existe qualquer evidência científica que comprove a ocorrência de um dilúvio global ou a existência histórica da Arca de Noé. Por fim, a cédula incorpora o que há de mais moderno na tecnologia de impressão de papel-moeda. Seu substrato é híbrido, combinando o tradicional papel de fibras de algodão com finas camadas de poliéster aplicadas em ambos os lados. Apresenta ainda marcas-d’água em múltiplos tons, janelas transparentes, impressão em alto-relevo, microtextos e microimagens, elementos visíveis sob luz ultravioleta, efeitos tridimensionais e tintas opticamente variáveis. Trata-se, sem dúvida, de um notável exemplo da sofisticação contemporânea na fabricação de cédulas bancárias.

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