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500 Dong – 1972 – Vietnã do Sul

  • awada
  • 29 de ago. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 26 de jan.

Tigre-da-Indochina: Gravado na história, ausente na natureza.



Classificado como um superpredador, o tigre (Panthera tigris) é um dos maiores carnívoros terrestres, ficando atrás apenas de grandes ursos como o urso polar e o urso-de-Kodiak em massa corporal, embora exista uma grande variação de tamanho entre as subpopulações e subespécies. Por exemplo, o tigre-siberiano (Panthera tigris altaica) pode atingir cerca de 300 kg ou mais, enquanto subespécies menores, como o extinto tigre-de-Bali (Panthera tigris balica), chegavam no máximo a cerca de 100 kg. Três subespécies — o tigre-de-Bali, o tigre-do-Cáspio e o tigre-de-Java — foram extintas no século XX devido à caça e à perda de habitat. O tigre está listado como “Em Perigo” (Endangered) na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). No início do século XX, estimava-se que cerca de 100 000 tigres viviam na natureza. Hoje, esse número foi drasticamente reduzido devido à perda de habitat e à caça. Estudos recentes estimam que existam atualmente entre aproximadamente 3 700 e 5 600 tigres selvagens em toda a Ásia. Historicamente, o tigre predominava por toda a Ásia central, oriental e meridional. Hoje ele sobrevive apenas em populações fragmentadas em cerca de 10 países, incluindo Índia, Nepal, Rússia, Indonésia, Tailândia, Bangladesh, Butão, Malásia, Mianmar e possivelmente pequenas áreas da China.  Ao longo dos últimos 100 anos, a espécie perdeu mais de 90% de seu habitat histórico, sendo restringida hoje a áreas muito menores espalhadas por esses países. As principais ameaças aos tigres continuam sendo a caça furtiva para o comércio de partes do corpo usadas em medicamentos tradicionais e outras práticas, a perda e fragmentação de habitat, conflitos com humanos (incluindo matança em retaliação a ataques a pessoas ou gado), e doenças provenientes de interações com animais domésticos. Em 2010, a IUCN e seus parceiros lançaram a iniciativa TX2 com o objetivo de dobrar a população selvagem de tigres até 2022, focando em conservação comunitária, combate à caça furtiva, manejo eficaz de áreas protegidas e apoio às populações humanas locais. Embora o objetivo global de dobrar o número total de tigres não tenha sido alcançado em 2022, muitos locais de projeto relataram aumentos populacionais significativos em décadas recentes. Dentro desse contexto, uma das populações específicas que figura na cédula mencionada — o tigre-da-Indochina (Panthera tigris corbetti), encontrado historicamente na Tailândia, Mianmar, Vietnã, Camboja e Laos — está entre as mais ameaçadas. Estimativas recentes colocam a população total de tigres-da-Indochina em cerca de 200-250 indivíduos na natureza, com a maior parte desse número concentrada em áreas protegidas da Tailândia e de Mianmar. No Vietnã, as populações selvagens desse tigre praticamente desapareceram, e relatos atuais indicam que restam muito poucos — possivelmente menos de uma dezena — vivendo no país, e possivelmente nenhum registro confirmado de reprodução recente. Assim, enquanto vemos nesta cédula o tigre-da-Indochina soberano, na natureza ele está à beira do silêncio definitivo.

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