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500 Dinara – 1946 – Iugoslávia

  • awada
  • 28 de jan. de 2022
  • 2 min de leitura

Atualizado: 3 de mar.

Partisans: A Resistência que Derrotou o Eixo nos Bálcãs.



Em 6 de abril de 1941, o Reino da Iugoslávia foi invadido pelas potências do Eixo — sobretudo por Alemanha, Itália, Bulgária e Hungria. A campanha militar durou menos de dez dias e terminou com a rendição incondicional do Exército Real Iugoslavo. Os termos da capitulação foram extremamente severos: o território foi desmembrado, com anexações diretas e a criação de regimes colaboradores sob tutela do Eixo. A resistência, contudo, começou quase imediatamente. Surgiu o Exército de Libertação Nacional e os Destacamentos Partisans da Iugoslávia, organizados e liderados por Josip Broz Tito. Os partisans tornaram-se o mais eficaz movimento de resistência anti-Eixo na Europa ocupada. Inicialmente estruturados como força de guerrilha, evoluíram ao longo da guerra para um exército convencional de grande porte, somando cerca de 800 mil combatentes em abril de 1945, distribuídos em quatro exércitos de campo e 52 divisões. Com o avanço do conflito, o termo “partisans” passou a ser empregado de forma mais ampla, designando diferentes grupos de resistência. No entanto, o núcleo dirigente permanecia o Exército de Libertação Nacional, cujo objetivo central era expulsar as forças de ocupação e estabelecer um Estado comunista federal e multiétnico na Iugoslávia. O Eixo lançou sucessivas ofensivas para destruir o movimento, mas fracassou em aniquilá-lo ou capturar suas lideranças, em grande parte devido à mobilidade e à capacidade de adaptação das unidades partisans. No outono de 1944, os partisans, em cooperação com o Exército Vermelho, libertaram Belgrado na chamada Ofensiva de Belgrado. Ao final da guerra, controlavam todo o território e reorganizaram-se como força armada regular da recém-proclamada República Popular Federal da Iugoslávia. A ocupação e a guerra custaram à Iugoslávia entre 900 mil e 1,2 milhão de mortos. Após o conflito, mais de 100 mil pessoas — entre prisioneiros de guerra e civis acusados de colaboração — morreram em represálias e expurgos conduzidos pelos vencedores. A figura retratada nesta cédula é Milivoje Rodić, então um jovem partisan de 19 anos. Gravemente ferido e acometido por tuberculose, ele foi transferido ao final da guerra para hospitais aliados na Itália, já libertada do regime de Benito Mussolini. Foi nesse contexto que foi fotografado com um rifle ao ombro, sem saber que sua imagem serviria de modelo para as primeiras emissões monetárias da nova república. Posteriormente, Rodić alcançaria a patente de coronel no Exército Popular da Iugoslávia.





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