50 Shilingi – 2019 – Quênia
- awada
- 26 de dez. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 14 de fev.
Quênia: Uma nação movida por fontes energéticas limpas.


A cédula acima destaca três fontes de energia renovável que assumem papel cada vez mais relevante na matriz elétrica do Quênia: a energia eólica, a energia geotérmica e a energia solar — embora a energia hidrelétrica também mantenha participação expressiva no conjunto da geração nacional. Desde a Revolução Industrial, a matriz energética da maioria dos países foi amplamente dominada pelos combustíveis fósseis — sobretudo carvão, petróleo e gás natural. Esse modelo sustentou o crescimento econômico global, mas trouxe consequências profundas para o clima e para a saúde humana. Atualmente, cerca de três quartos das emissões globais de gases de efeito estufa estão associadas à queima de combustíveis fósseis para a produção de energia. Além disso, essas fontes são responsáveis por grande parte da poluição atmosférica nos centros urbanos, um problema que contribui para milhões de mortes prematuras todos os anos. Diante desse cenário, a transição para fontes não esgotáveis tornou-se uma prioridade global. Energia solar, hídrica, eólica, geotérmica, biomassa e a energia das ondas e marés representam alternativas estratégicas para reduzir emissões de CO₂ e mitigar os impactos ambientais. Ainda assim, em 2018, essas fontes respondiam por apenas cerca de 14% da geração mundial de eletricidade — um percentual modesto frente à urgência climática. Como muitos países, o Quênia enfrenta o desafio de expandir sua oferta energética para atender a uma população em crescimento — estimada entre 58,2 e 58,6 milhões de habitantes em 2026 — e sustentar seu desenvolvimento econômico. Reconhecido como a maior economia da África Oriental, o país viu sua demanda por eletricidade aumentar de forma significativa nas últimas décadas. A resposta queniana tem sido estratégica e consistente: investimentos robustos em energia geotérmica, solar e eólica. O país abriga um dos maiores complexos geotérmicos do mundo e parques eólicos de grande escala, consolidando-se como referência continental. Com capacidade instalada aproximada de 3,84 gigawatts, segundo relatórios recentes, até 90% da eletricidade gerada no país já provém de fontes renováveis — um feito notável no cenário africano. O planejamento energético até 2030 estabelece a meta ambiciosa de alcançar 100% de geração elétrica a partir de fontes renováveis. Considerando o estágio atual de sua matriz, trata-se de um objetivo desafiador, porém plausível. Nesse contexto, é plenamente justificável que o país celebre essas conquistas em sua moeda circulante: mais do que um símbolo econômico, a cédula torna-se também um retrato das escolhas estratégicas que moldam o futuro energético do Quênia.


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