50 New Shilling Somali – 1991 – Somália
- awada
- 16 de abr. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 12 de jan. de 2024
O caos político de uma nação contado através de seu dinheiro.


Após 60 anos de independência de seus antigos colonizadores britânicos e italianos, a Somália tornou-se um país fadado ao fracasso, onde senhores da guerra e anciões de clãs a tornaram um país politicamente fragmentado e inviável. Esta cédula conta um pouco a história do que ocorreu na Somália em pleno final do século XX. Sua emissão foi autorizada em 1990 pelo Governo Central da Somália do então presidente Siad Barré. As cédulas de N-Shilin (New Shilling) faziam parte dos planos de uma reforma monetária e foram entregues pelo fornecedor em 1991, bem no meio da turbulência provocada pela Guerra Civil Somaliana, quando o governo de Barré já fora derrubado e o Banco Central não mais operava. Elas foram então apreendidas pelo presidente interino do Congresso Unido Somali, Ali Mahdi Mohamed, cujo exército era conhecido como "Forças do Norte de Mogadíscio", e passaram a circular nas áreas sob seu controle, ou seja, no norte de Mogadíscio, a capital do país, e arredores. Porém, estas e outras emissões produzidas por entidades regionais autônomas, falharam largamente em ser aceitas pela população. No final dos anos 2000, um novo Governo Transitório reviveu o defunto Banco Central e restabeleceu a política monetária baseada no anterior shilling somaliano. Apesar de tudo isso, a situação política da Somália permaneceu confusa, com a guerra civil iniciada em 1991 perdurando até os dias de hoje (2023) com seguidas e infrutíferas intervenções da ONU, da vizinha Etiópia, dos Estados Unidos e da União Africana, e com parte do país ficando sob o controle de rebeldes islâmicos radicais que estabeleceram a lei “sharia”, o sistema jurídico do Islã. Nesse interim algumas regiões da Somália se autoproclamam independentes e passaram a emitir seu próprio dinheiro, como a Somalilândia, e outras passaram a reivindicar autonomia.


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