50 Drachmai – 1978 – Grécia
- awada
- 21 de jul. de 2021
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Atualizado: 22 de jan.
Laskarina Bouboulina: A heroína naval da Revolução Grega.


Toda guerra de independência tem seus heróis, mas raramente entre eles se destacam mulheres. Este foi o caso de Laskarina Bouboulina (1771–1825), comandante naval e heroína grega, uma das figuras mais notáveis da Guerra da Independência da Grécia contra o Império Otomano, travada entre 1821 e 1829. Sua maior contribuição para a Revolução Grega ocorreu no campo naval, onde teve atuação decisiva.
Bouboulina doou praticamente toda a sua fortuna para equipar e manter a frota rebelde, além de comandar pessoalmente o navio de guerra Agamemnon, um dos maiores e mais bem armados da marinha revolucionária grega. Ela nasceu em Constantinopla, dentro de uma prisão, durante uma visita de sua mãe ao pai encarcerado por participação em atividades antiotomanas. Sua mãe era natural da ilha de Hydra, mas, após o segundo casamento, mudou-se com a filha para a ilha de Spetses, onde Bouboulina passou a maior parte da vida. Casou-se duas vezes, e ambos os matrimônios tiveram desfechos trágicos: seu primeiro marido morreu em combate contra os turcos, e o segundo, em confronto com piratas argelinos. Viúva pela segunda vez por volta dos 40 anos, herdou uma grande fortuna e uma próspera atividade naval, mandando construir quatro novos navios, entre eles o imponente Agamemnon. Em razão do envolvimento de seu segundo marido ao lado da Rússia na Guerra Russo-Turca de 1806–1812, Bouboulina teve seus bens temporariamente confiscados pelos otomanos e foi obrigada a permanecer por algum tempo em Constantinopla, onde conseguiu recuperar sua propriedade com apoio diplomático russo. De volta a Spetses, ingressou na Filiki Etaireia (“Sociedade dos Amigos”), organização secreta responsável por planejar e articular a insurreição grega. Financiou a compra de armas e munições e organizou seu transporte clandestino para as ilhas revolucionárias. Em 1821, colocou sua frota a serviço da revolta, contribuindo decisivamente para a adesão de importantes ilhas, como Spetses, Hydra e Psara, à causa independentista. A cédula a retrata liderando uma frota de oito navios de guerra durante o cerco naval de Náuplia, em 1822, operação fundamental para isolar a fortaleza otomana e facilitar sua rendição às forças gregas. Em um mundo dominado por homens, a “Grande Dama de Spetses” tornou-se um símbolo da luta pela liberdade, inspirando gerações de gregos — especialmente mulheres — por sua coragem, liderança e extraordinária determinação.


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