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50 Dollars – 2016 – Guiana

  • awada
  • 2 de jul. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 15 de jan.

Guiana: A única nação sul-americana a ter o inglês como idioma oficial.



Encravada entre o Brasil, o Suriname e a Venezuela, com uma estreita faixa costeira de cerca de 70 km voltada para o Oceano Atlântico — onde se concentra a maior parte de sua população —, a Guiana é o terceiro menor Estado soberano da América do Sul continental, depois do Uruguai e do Suriname. Originalmente habitada por diversos grupos indígenas, a região foi colonizada pelos holandeses no século XVII, passando ao controle britânico no final do século XVIII, quando passou a ser conhecida como Guiana Britânica. Esta cédula comemora os 50 anos de sua independência, obtida em 1966 do Reino Unido. Em 1970, o país tornou-se oficialmente uma república integrante da Comunidade das Nações (Commonwealth). É a única nação sul-americana em que o inglês é o idioma oficial, embora a maior parte da população utilize no cotidiano um dialeto crioulo baseado nessa língua. A economia guianense permanece fortemente dependente do setor primário, como ilustra o mapa presente na cédula acima, que destaca seus principais produtos de exportação — bauxita, açúcar, diamantes, estanho e ouro. Essa estrutura econômica pouco diversificada contribuiu historicamente para baixos índices de desenvolvimento social, fazendo da Guiana o segundo país mais pobre da América do Sul, com cerca de 41% de sua população vivendo abaixo do limiar da pobreza. Apesar de seu território já ser relativamente reduzido, uma parcela significativa dele é alvo de antigas e persistentes disputas fronteiriças. A mais relevante envolve a Venezuela, que reivindica a região de Essequibo, área correspondente a aproximadamente dois terços do território guianense, rica em recursos naturais e reconhecida internacionalmente como parte da Guiana desde um laudo arbitral de 1899 — cuja validade Caracas contesta até hoje. Essa disputa, herdada do período colonial, permanece latente e volta e meia ressurgiu no cenário diplomático e geopolítico regional. Há também uma controvérsia menor, porém não resolvida, com o Suriname, relativa à delimitação da fronteira oriental e de áreas marítimas potencialmente ricas em recursos energéticos. Embora administradas pela Guiana, essas regiões já foram palco de tensões diplomáticas e incidentes pontuais, revelando como a herança colonial e a indefinição de fronteiras continuam a moldar as relações entre os Estados sul-americanos. Assim, a Guiana, apesar de jovem como nação independente, carrega até hoje os efeitos duradouros das disputas territoriais e das fronteiras traçadas por potências coloniais alheias à realidade regional — um fator que segue condicionando sua política externa, sua segurança e suas perspectivas de desenvolvimento.

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