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50 Denari – 1996 – Macedônia do Norte

  • awada
  • 6 de mar. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 1 dia

Macedônia e Grécia. Um acordo para o nome de um país!


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A cédula acima emitida em 1996 pertence a uma fase histórica importante da então República da Macedônia, um período marcado por disputas diplomáticas e pela consolidação da sua independência após o fim da Iugoslávia. O país declarou sua autonomia em 1991 e, em 1993, foi admitido nas Nações Unidas sob a designação provisória Former Yugoslav Republic of Macedonia (FYROM), ou Antiga República Iugoslava da Macedônia, já que a Grécia contestava o uso do nome “Macedônia” por considerá-lo parte de seu patrimônio histórico e uma de suas regiões administrativas. O impasse durou quase três décadas e afetou diretamente a política externa do jovem Estado. Somente em 2018, com a assinatura do Acordo de Prespa entre os primeiros-ministros dos dois países, alcançou-se uma solução estável: a antiga República da Macedônia passaria a se chamar oficialmente República da Macedônia do Norte. Após um referendo consultivo e intensos debates internos, o parlamento macedônio aprovou a emenda constitucional e o novo nome entrou plenamente em vigor em 2019. A Grécia, por sua vez, levantou os vetos que mantinha contra a entrada do país na OTAN e contra o avanço de negociações de adesão à União Europeia. A moeda oficial, o dinar macedônio,  permaneceu o mesmo. A série de cédulas de 1993–1996, da qual faz parte esta cédula, traz o antigo nome estatal em língua eslava: Република Македонија (República da Macedônia). Essas cédulas continuam válidas, mas são testemunhos diretos da era pré-Prespa. Somente a partir de 2020 e 2021 o banco central iniciou a emissão gradual de novas cédulas com a designação atualizada Република Северна Македонија (República da Macedônia do Norte), processo que ainda convive com a circulação das séries anteriores. Apesar de ser um dos países com menor PIB per capita da Europa, a Macedônia do Norte fez avanços importantes desde a independência: estabilizou sua moeda, adotou políticas macroeconômicas abertas e integrou-se a mercados internacionais. Em março de 2020 tornou-se membro pleno da OTAN, consolidando uma etapa crucial de sua política externa. Quanto à União Europeia, o país segue como candidato oficial — situação de longa data — mas as negociações continuam lentas devido a impasses regionais.

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