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5 Pesos – 1897 – Cuba

  • awada
  • 25 de fev. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 17 de nov.

A emissão desta cédula marcou o fim de uma era colonial em Cuba e o início de outra.


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A ilha de Cuba foi descoberta pelos europeus com a chegada de Cristóvão Colombo em 1492, quando o navegador, impressionado pela extensão e fertilidade da terra, batizou-a de Juana, em homenagem a Joana de Castela, filha de Fernando II de Aragão, que então governava a Espanha. O nome, contudo, não se firmou, e com o tempo prevaleceu a designação indígena Caobana, interpretada como “lugar amplo”, em referência às vastas planícies e montanhas que os povos taínos habitavam muito antes da chegada dos espanhóis. A ocupação efetiva da ilha pela coroa espanhola teve início em 1510, marcando o começo de três séculos de domínio colonial. Durante esse longo período, Cuba transformou-se numa peça-chave do império ultramarino espanhol, primeiro como ponto estratégico nas rotas do ouro e da prata, e depois como um importante produtor de açúcar e tabaco, sustentado por um sistema escravocrata que moldaria profundamente sua estrutura social. À medida que o século XIX avançava, crescia também o sentimento separatista, impulsionado por ideais liberais, pela crise da metrópole e pela resistência à manutenção da escravidão. A independência cubana foi um processo prolongado, marcado por três grandes conflitos. A primeira grande insurreição foi a Guerra dos Dez Anos (1868–1878), que apesar de não resultar na emancipação, consolidou líderes e ideologias nacionalistas. Logo em seguida ocorreu a Guerra Chiquita (1879–1880), uma tentativa de retomar o impulso revolucionário. O confronto decisivo, porém, foi a Guerra da Independência Cubana, também chamada de Guerra de 95 (1895–1898), deflagrada pelo Grito de Baire, proclamado em 24 de fevereiro de 1895 sob a liderança intelectual de José Martí, figura central do nacionalismo cubano. A guerra rapidamente se internacionalizou. Três meses após seu início, o conflito evoluiu para a Guerra Hispano-Americana, quando os Estados Unidos intervieram contra o Reino da Espanha, amparados por interesses econômicos e estratégicos no Caribe. O afundamento do encouraçado USS Maine em Havana, em 1898, serviu como catalisador da intervenção. A derrota espanhola foi rápida, culminando na rendição de suas forças diante da armada estadunidense. Com o fim do domínio espanhol, Cuba passou a ser administrada por uma junta militar norte-americana durante quatro anos. Embora a República de Cuba tenha sido oficialmente proclamada em 20 de maio de 1902, a independência veio acompanhada de fortes limitações impostas pela Emenda Platt, incorporada à Constituição cubana a pedido — e sob pressão — dos Estados Unidos. Esse dispositivo autorizava intervenções políticas e militares norte-americanas na ilha e permitiu a manutenção da base naval de Guantánamo, garantindo aos EUA influência direta sobre o novo Estado cubano. Na prática, a soberania de Cuba permaneceu restrita por quase seis décadas, período em que a economia continuou estruturada de maneira semelhante à do regime colonial, fortemente dependente da exportação de açúcar e vinculada aos grandes interesses comerciais estrangeiros. Assim, a história da independência cubana revela um longo percurso entre o domínio espanhol, a intervenção norte-americana e a construção gradual de uma identidade nacional própria, marcada por resistências, conflitos e redefinições políticas que moldaram a trajetória da ilha no século XX.

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