5 Pacatas – 1976 – Macau
- awada
- 6 de set. de 2021
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Atualizado: 28 de jan.
Macau: A última colônia europeia do Extremo Oriente.


Vemos na imagem retratada no reverso desta cédula uma figura sentada em primeiro plano, de costas, contemplando a Baía da Praia Grande tal como ela se apresentava no século XIX em Macau, com diversos navios à vela navegando ou ancorados em suas águas. Até 1999, Macau esteve sob administração portuguesa por mais de 400 anos, sendo considerada o primeiro entreposto europeu estabelecido de forma permanente na Ásia, bem como a última colônia europeia na região a ser descolonizada. Acredita-se que os portugueses tenham desembarcado pela primeira vez em Macau por volta de 1554 ou 1557, precisamente nas imediações de um porto interior conhecido pelos pescadores chineses como Baía de A-Má. A-Má, ou a Deusa do Céu, era a divindade protetora dos pescadores e marinheiros chineses. Segundo tradições e relatos do século XVI, o nome da cidade derivaria da expressão em cantonês “A-Má-Gao”, que significa literalmente “Baía de A-Má”. Com o tempo, A-Má-Gao teria evoluído para Amacao, Macao e, por fim, Macau. Além de importante entreposto comercial entre a China, o Japão, o Sudeste Asiático e a Europa, Macau também desempenhou um papel relevante na disseminação do catolicismo no Extremo Oriente, tornando-se ponto de partida de missionários católicos, sobretudo jesuítas, em direção à China e a outros países da região. Em 1887, Portugal assinou com o então enfraquecido Governo Imperial Chinês o Tratado de Amizade e Comércio Sino-Português, que reconhecia e legitimava a ocupação “perpétua” de Macau pelos portugueses. Contudo, em 1949, com a fundação da República Popular da China, de orientação comunista e anticolonial, diversos tratados considerados desiguais — por terem sido impostos à China sob coerção pelas potências estrangeiras — foram declarados inválidos, embora o status quo de Macau tenha sido provisoriamente mantido. Em 1966, após a eclosão de um motim popular liderado por grupos chineses pró-comunistas, conhecido como o Incidente de 12-3, Portugal acabou por renunciar formalmente à ideia de ocupação perpétua de Macau, passando a reconhecer o território como parte integrante da China, ainda que sob administração portuguesa. Finalmente, em 1987, foi acordada a data de 20 de dezembro de 1999 para a transferência da soberania de Macau à República Popular da China. Desde então, assim como Hong Kong, Macau constitui uma Região Administrativa Especial da República Popular da China, gozando de um elevado grau de autonomia, com sistema político próprio e economia de caráter capitalista, sob o princípio de “um país, dois sistemas”, proposto por Deng Xiaoping. As exceções a essa autonomia dizem respeito à política externa e à defesa nacional, que permanecem sob responsabilidade do governo central chinês.


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