5 Lirot – 1968 – Israel
Atualizado: há 2 dias
O personagem sem legenda: mas afinal, quem precisa dela para reconhecer um gênio?


Após a morte de Chaim Weizmann em 1952 — o primeiro presidente do Estado de Israel —, o governo israelense procurou Albert Einstein, de nacionalidade alemã, suiça e norte-americana, e lhe ofereceu o cargo de presidente de Israel, reconhecendo não apenas sua fama mundial como cientista, mas também sua ligação histórica e afetiva com o povo judeu. A proposta era, em grande parte, simbólica e honorífica — o papel de presidente em Israel é majoritariamente cerimonial, enquanto o primeiro-ministro exerce o poder executivo. Einstein, porém, educadamente recusou. Em sua resposta, ele afirmou que se sentia profundamente comovido e honrado, mas que não tinha nem a aptidão natural nem a experiência para lidar com pessoas e assuntos políticos. Ele acrescentou que sua vida havia sido dedicada à ciência e à busca de verdades universais, não à administração pública. Einstein morreu aos 76 anos em 1955. Treze anos após a sua morte, Israel lhe prestou a devida homenagem emitindo uma cédula com o seu retrato. Durante seu tempo de vida Einstein ficou tão conhecido no mundo que de tanto ser indagado sobre suas teorias pelas pessoas nas ruas, quanto abordado passou a responder com a famosa frase "Perdão, sinto muito! Sempre sou confundido com o Professor Einstein". Ele se tornou o modelo favorito para a representação do cientista louco ou do professor distraído. Em 1999 foi considerado pela Revista Time a pessoa mais importante do século XX. A cédula também traz a imagem de um reator nuclear, geralmente bastante associada à Einstein e um lembrete à sua famosa equação E=mc2 que exprime a equivalência entre massa e energia. Trata-se do reator do Centro de Pesquisa Nuclear de Soreq, onde são conduzidas pesquisas em várias áreas da física e da medicina nuclear. Encomendado pelo governo israelense em 1956, o prédio do reator foi projetado pelo arquiteto norte-americano Philip Johnson. Com o seu distinto estilo brutalista, era um dos edifícios favoritos de Johnson, ainda que por razões de segurança ele não obteve permissão para visitá-lo quando esteve Israel em 1966. Por fim, chama a atenção que a imagem de Einstein não possui legenda, o que normalmente ocorre com um personagem retratado em uma cédula de banco. Não há evidência que permita afirmar que a ausência do nome tenha sido motivada por uma decisão política, religiosa ou ideológica específica. O mais prudente é interpretá-la como uma opção de desenho, já que Einstein era uma figura internacionalmente conhecida, e seu retrato constituía um elemento de identificação suficientemente forte.

