5 Lari – 2021 – Geórgia
- awada
- 14 de set. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 29 de jan.
Sakartvelo ou Geórgia: Uma nação entre dois continentes.


Os georgianos chamam seu país de Sakartvelo, uma referência aos habitantes da região central da Geórgia, a Kartli, e que significa literalmente “a terra onde vivem os kartvelianos”. Já a origem do nome ocidentalizado Geórgia é objeto de diversas teorias, sendo a mais difundida aquela que o associa a São Jorge, possivelmente a partir de versões persas ou turcas de seu nome, como Gorj ou Gurju. Seja Sakartvelo ou Geórgia, uma dúvida bastante comum é se o país pertence à Europa ou à Ásia. Na prática, ele se encontra na zona de transição entre os dois continentes, na chamada Eurásia. Sua capital, Tbilisi, integrou por séculos as rotas comerciais conhecidas como Rota da Seda, que ligavam o Oriente à Europa. Incorporada à União Soviética em 1921, a Geórgia tornou-se uma república soviética até conquistar sua independência em 1991, pouco antes do colapso da URSS. Nos anos seguintes, disputas nas regiões da Abecásia e da Ossétia do Sul entre separatistas locais e o governo central levaram a confrontos armados e tensões interétnicas, que culminaram na Guerra Russo-Georgiana, em agosto de 2008. O conflito durou apenas seis dias e resultou na consolidação da independência de facto dessas duas regiões, reconhecida internacionalmente por um número muito restrito de países. Para a Geórgia, ambas continuam sendo territórios ocupados. Afora as feridas ainda abertas, o país é amplamente considerado o berço da produção do vinho, com evidências arqueológicas que remontam a cerca de 8.000 anos. A tradição teria surgido quase por acaso, quando se percebeu que o suco de uva armazenado em grandes recipientes de barro, chamados qvevri, e enterrados no subsolo durante o inverno, fermentava naturalmente e se transformava em vinho. Esse método ancestral de vinificação foi reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Chamam a atenção nesta cédula as belas imagens presentes em seu reverso, que reproduzem duas obras do pintor primitivista georgiano Niko Pirosmani (1862–1918), intituladas Kalo e O Pescador de Camisa Vermelha. De origem humilde e relativamente pobre ao longo da vida, Pirosmani exerceu diversos trabalhos simples e só obteve reconhecimento após sua morte. Hoje, suas cenas rústicas e do cotidiano são celebradas por retratarem com sensibilidade a Geórgia de seu tempo, tornando-o uma das figuras artísticas mais queridas do país.


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