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5 e 10 Deutsche Mark – 1980 – República Federal da Alemanha

  • awada
  • 3 de jul. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 16 de jan.

Albrecht Dürer e seu pedido de "copyright" ainda no século XVI.



Albrecht Dürer (1471-1528) foi o pintor alemão mais famoso da época renascentista. Suas obras estão entre os ícones da história da arte mundial. Desenhos detalhados eram a característica de suas pinturas, como evidenciado nas obras retratadas nestas duas cédulas – Retrato de Uma Jovem Veneziana (1519) e Retrato de Um Jovem (1521). Além de pintor, ele dominava as técnicas do desenho e era mestre na gravura em madeira e metal. Seu aprendizado nas artes começou bem cedo, trabalhando com seu pai como ourives. A princípio ele seguiria a profissão do pai, não tivesse demonstrado enorme talento, ainda aos 15 anos de idade, quando começou como aprendiz de pintor. Após passar pelo aprendizado e suplantar seus tutores, ele deu início à sua peregrinação por toda a Europa para aprimorar suas técnicas. Durante essas viagens, especialmente à Itália, Dürer entrou em contato direto com o humanismo renascentista e com os estudos de proporção, perspectiva e anatomia, elementos que incorporou de forma inédita à arte germânica. Como um artista polivalente, ele foi requisitado por nobres e imperadores, incluindo o imperador Maximiliano I do Sacro Império Romano-Germânico, para quem produziu importantes obras de caráter simbólico e propagandístico. Dürer também desenvolveu um outro talento – a autopromoção. Em vez de se isolar num ateliê, ele cuidava ativamente da distribuição de suas obras, explorando a reprodução em série proporcionada pelas gravuras. Hoje, a história o vê também como um empresário. Sua mãe e sua esposa o apoiavam na venda das obras. Albrecht Dürer foi um dos primeiros artistas a requisitar o “copyright” dos seus trabalhos. Num tribunal de Veneza, ele registrou sua arte e sua marca registrada “AD” em um processo contra o plágio de suas obras. Essa atitude pioneira reforça sua compreensão da arte não apenas como expressão estética, mas também como propriedade intelectual. Até 1528, ano de sua morte, Albrecht Dürer executou cerca de 1.200 trabalhos. Seus quadros, retábulos, gravuras e xilogravuras estão hoje nos principais museus do mundo. Portanto, é mais do que justo que sua arte tenha sido homenageada nas cédulas dos alemães durante duas décadas, entre 1960 e 1980, como símbolo da herança cultural, do rigor técnico e do espírito inovador da arte alemã.

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