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5 Dollars – 1981 – Bermudas

  • awada
  • 3 de dez. de 2024
  • 2 min de leitura

Atualizado: 9 de jan.

Bermudas: Um refúgio histórico de riqueza natural, herança cultural e influência global.



Como muitas ilhas do Atlântico e do Caribe, as Bermudas possuem uma história fascinante, marcada por profundas transformações ao longo dos séculos. Embora não haja evidências de ocupação permanente por povos nativos antes da chegada dos europeus, acredita-se que as ilhas possam ter sido visitadas esporadicamente. As Bermudas foram “descobertas” em 1505 pelo navegador espanhol Juan de Bermúdez, cujo nome acabou sendo atribuído ao arquipélago. Apesar disso, ele não estabeleceu nenhuma colônia no local. O primeiro assentamento permanente ocorreu apenas em 1609, quando o navio inglês Sea Venture, a caminho da Virgínia, naufragou nas Bermudas durante uma violenta tempestade. Os sobreviventes permaneceram nas ilhas por cerca de um ano, período em que construíram duas novas embarcações e seguiram viagem até a América do Norte. Esse episódio despertou o interesse inglês pela região e, em 1612, as Bermudas tornaram-se oficialmente uma colônia da Inglaterra, com a fundação de Saint George’s, considerada uma das cidades coloniais mais antigas das Américas ainda em atividade. Durante os séculos XVII e XVIII, as Bermudas prosperaram com a agricultura, o comércio marítimo e, sobretudo, a construção naval. Esta última atividade deveu-se em grande parte à abundância do cedro-bermudense, cuja madeira leve e resistente tornou os navios locais famosos por sua velocidade e eficiência, sendo amplamente utilizados tanto no comércio quanto em ações piratas e corsárias. A formação cultural do arquipélago foi profundamente marcada pela introdução da escravidão em meados do século XVII, envolvendo principalmente africanos trazidos pelo comércio transatlântico, além de indígenas capturados na América do Norte e em outras ilhas do Caribe. A escravidão foi abolida em 1834, em consonância com o restante do Império Britânico. Atualmente, as Bermudas permanecem como um território ultramarino britânico, dotado de amplo autogoverno interno. Com o declínio da construção naval, a economia local voltou-se progressivamente para o turismo. Já no final do século XIX, suas paisagens exuberantes, praias de areia rosada e clima ameno passaram a atrair visitantes, sobretudo dos Estados Unidos. A partir da segunda metade do século XX, o arquipélago consolidou-se também como um importante centro financeiro internacional. Sua legislação favorável e a baixa carga tributária atraíram bancos, seguradoras e empresas de investimento, embora esse modelo econômico enfrente, ainda hoje, críticas relacionadas ao status de paraíso fiscal.

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