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5 Dollars – 1977 – Ilhas Salomão

  • awada
  • 1 de out. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 2 de fev.

O Pacífico em risco: Na linha de frente do aquecimento global.



As Ilhas Salomão, localizadas na região da Melanésia, no extremo oeste do Oceano Pacífico, constituem um arquipélago formado por seis ilhas principais e aproximadamente 900 ilhas menores, atóis e recifes. O primeiro europeu a visitar o arquipélago foi o navegador espanhol Álvaro de Mendaña de Neira, durante uma expedição iniciada no Peru em 1568. Ele batizou o conjunto de ilhas como “Ilhas de Salomão”, na equivocada crença de que ali poderia estar a origem do ouro utilizado pelo rei Salomão de Israel na construção do Templo de Jerusalém. Ao longo do século XIX, as Ilhas Salomão passaram gradualmente para a esfera de influência britânica, até que, em 1893, grande parte do arquipélago foi oficialmente declarada protetorado do Reino Unido. O país obteve sua independência em 1978 e, desde então, é um Estado soberano organizado como uma monarquia constitucional, tendo o monarca britânico como chefe de Estado. A história das Ilhas Salomão está intimamente ligada à Segunda Guerra Mundial. A ilha de Guadalcanal foi palco, entre o final de 1942 e o início de 1943, de intensas e sangrentas batalhas terrestres, navais e aéreas entre as forças aliadas e o Império do Japão. O interesse aliado pela ilha residia em impedir que os japoneses a utilizassem como base para ameaçar as rotas de suprimento e comunicação entre os Estados Unidos, a Austrália e a Nova Zelândia, além de garantir uma posição estratégica para futuras ofensivas no Pacífico. A vitória aliada na Campanha de Guadalcanal, somada à Batalha de Midway, é amplamente considerada um ponto de virada decisivo na guerra contra o Japão. Como legado desse conflito, dezenas de navios de guerra afundados permanecem ao longo do litoral, transformando a região em um destino de destaque para praticantes de snorkel e mergulho autônomo. Na atualidade, as Ilhas Salomão também se tornaram um importante laboratório natural para o estudo dos impactos das mudanças climáticas. Pesquisas indicam que pelo menos 11 ilhotas no norte do arquipélago já desapareceram completamente ou sofrem processos severos de erosão costeira. A elevação do nível do mar na região ocorre a uma taxa estimada entre 7 e 8 milímetros por ano — cerca de três vezes acima da média global —, intensificada pela maior energia das ondas associada ao aquecimento global. Um exemplo concreto dessa realidade é a comunidade da pequena ilha de Taro, que precisou realocar suas moradias da linha costeira para áreas mais elevadas. Esse cenário evidencia o desafio existencial enfrentado pelas nações insulares do Pacífico: além de preservar sua história, cultura e soberania, elas precisam lidar com a ameaça concreta da perda de território habitável. As Ilhas Salomão ilustram de forma clara como as mudanças climáticas deixaram de ser uma projeção futura para se tornarem uma realidade presente, colocando em risco comunidades inteiras e exigindo respostas globais urgentes para a proteção desses países vulneráveis.

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