5 Colones – 1978 – Costa Rica
- awada
- 12 de mar. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 7 de dez. de 2025
O mural que celebra a economia de uma nação.


O mural representado na cédula é “Alegoría al Café y al Banano” (Alegoria ao Café e à Banana), pintado em 1897 pelo artista italiano Aleardo Villa (1865-1906) para ornamentar o teto do Teatro Nacional, no centro de San José. Reconhecido entre os mais belos murais de teto do mundo, ele foi concebido para celebrar a vitalidade e o avanço econômico da Costa Rica no final do século XIX. O café, introduzido no país no final do século XVIII, já era então o principal produto de exportação. Na mesma época, a Costa Rica figurava entre os pioneiros latino-americanos no cultivo e comércio da banana, atividade impulsionada pelos grandes empreendimentos ferroviários e agrícolas da época. A composição é rica em simbolismo. À direita, camponesas colhem café com gestos elegantes; ao centro, um agricultor exibe orgulhosamente um grande cacho de bananas, representando o novo motor da economia nacional; à esquerda, trabalhadores carregam sacas marcadas “Café de C. Rica” rumo aos navios fundeados ao fundo — uma mescla de embarcações à vela e a vapor para sugerir a transição para a modernidade. Curiosamente, Villa ambientou essa cena portuária como se fosse no Pacífico, embora a exportação de bananas ocorresse pelo Atlântico, criando um conhecido anacronismo geográfico. Outro detalhe intrigante é o poste elétrico fincado na areia da praia, diante do qual algumas figuras parecem se reunir com admiração. Embora improvável como instalação real, o elemento tem significado simbólico: San José foi uma das primeiras cidades do mundo a inaugurar uma rede pública de iluminação elétrica, em 1884, feito que se tornou motivo de orgulho nacional. Assim, o poste funciona como emblema do progresso técnico que acompanhava o florescimento econômico do país.


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