5.000 Drachmai – 1942 – Grécia
- awada
- 15 de mar. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 28 de dez. de 2025
Vitória de Samotrácia: Um dos maiores tesouros do Louvre e da humanidade!


Esta cédula foi emitida durante o período de ocupação da Grécia pelas forças do Eixo (1941–1944), um momento de profunda crise nacional. Nela figura uma das obras mais emblemáticas da arte helenística: a Vitória de Samotrácia, símbolo atemporal de triunfo, resistência e elevação espiritual. Datada aproximadamente entre 220 e 185 a.C., a escultura em mármore branco representa a deusa Nice (ou Niké), personificação da vitória, enviada por Zeus para anunciar a glória aos vencedores dos campos de batalha, tanto em terra quanto no mar. A escultura foi descoberta em 1863 pelo diplomata e arqueólogo amador francês Charles Champoiseau, então vice-cônsul da França no Império Otomano, durante escavações nas ruínas de um antigo santuário dedicado aos “Grandes Deuses de Samotrácia”, um centro religioso de grande importância no mundo grego antigo, associado a cultos de iniciação e proteção divina, especialmente para navegadores. A obra foi encontrada fragmentada, espalhada pela encosta do santuário, indicando que já havia sofrido danos significativos na Antiguidade. Os fragmentos foram posteriormente enviados a Paris, onde a escultura foi restaurada e incorporada às coleções do Museu do Louvre, com apoio do governo francês durante o Segundo Império de Napoleão III. Décadas depois, novas escavações permitiram identificar sua base original: uma fonte monumental em forma de proa de navio, reforçando a hipótese de que a obra celebrava uma grande vitória naval. Embora sua origem exata permaneça incerta, acredita-se que a escultura tenha sido encomendada por Rodes, potência marítima da época, possivelmente para comemorar uma vitória contra uma frota inimiga no mar Egeu. A escolha de Samotrácia como local de instalação teria um forte significado simbólico, associando o triunfo militar à proteção divina dos Grandes Deuses. Apesar de estar incompleta, os braços, a mão esquerda e a cabeça nunca foram encontrados, a Vitória de Samotrácia é considerada uma das mais extraordinárias obras sobreviventes da Antiguidade. Sua estrutura maciça contrasta com a sensação de leveza e movimento: a deusa parece avançar contra o vento, enquanto sua túnica de linho finamente drapeada adere ao corpo, como se estivesse umedecida pelos respingos do mar. Esse virtuosismo técnico cria uma ilusão de movimento e energia raramente alcançada na escultura antiga. A obra impressionou críticos, historiadores e artistas, tornando-se um paradigma da escultura helenística, embora sua autoria permaneça desconhecida. Com 2,40 metros de altura, a Vitória de Samotrácia ocupa um lugar de honra no Museu do Louvre, onde se impõe majestosamente no topo da Escadaria Daru, evocando, ainda hoje, a ideia de triunfo que atravessa séculos.


Comentários