40 Francs – 2017 – Djibouti
- awada
- 26 de abr. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 24 de dez. de 2025
Tubarão-baleia: Apesar do nome eles não são baleias e diferem totalmente dos temíveis tubarões.


Resultado direto das disputas coloniais no Chifre da África, Djibouti teve sua história moderna profundamente marcada pela presença europeia. Antiga Somalilândia Francesa, o território foi administrado pela França a partir do final do século XIX, graças à sua posição estratégica na entrada do Mar Vermelho, controlando o acesso ao Canal de Suez. Após décadas de administração colonial e sucessivos plebiscitos, o país conquistou sua independência apenas em 1977, tornando-se uma república soberana que ainda hoje mantém fortes vínculos políticos e militares com antigas potências estrangeiras. Geograficamente, Djibouti é um dos países mais singulares do continente africano. Ele é o terceiro menor país da África continental, atrás apenas da Suazilândia e da Gâmbia. Cerca de 90% de seu território é desértico, não possui rios permanentes, abriga principalmente lagos salinos e figura entre os dezesseis países do mundo onde a presença de árvores é quase inexistente. Em contraste com esse ambiente árido e extremo, sua extensa costa marítima revela uma riqueza natural surpreendente. As águas que banham Djibouti estão entre as mais privilegiadas do planeta para o mergulho observacional. Elas são visitadas regularmente pelo maior peixe vivo da Terra e o maior vertebrado não mamífero conhecido: o tubarão-baleia, lindamente retratado nesta cédula comemorativa dos 40 anos da independência do país. Podendo atingir até 12 metros de comprimento e pesar cerca de 21,5 toneladas, o tubarão-baleia habita águas oceânicas tropicais e quentes. Apesar do estereótipo associado aos tubarões, esta espécie é completamente inofensiva. Alimenta-se quase exclusivamente de plâncton por filtração e possui comportamento dócil, não representando qualquer ameaça aos seres humanos. Indivíduos jovens permitem inclusive a aproximação de mergulhadores, tornando a experiência ainda mais singular. A presença regular desses gigantes pacíficos transforma Djibouti em um dos melhores destinos de mergulho do mundo, com temperaturas da água variando entre 26 °C e 30 °C ao longo de todo o ano. Esse patrimônio natural tem impulsionado uma promissora indústria do turismo sustentável, gerando empregos, atraindo investimentos internacionais e diversificando a economia de um país historicamente dependente de sua posição geopolítica. Assim, Djibouti projeta para o futuro uma nova identidade, onde a preservação ambiental e o turismo marinho se tornam pilares de desenvolvimento e orgulho nacional.


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