top of page

2000 Ariary – 2007 – Madagáscar

  • awada
  • 6 de jun. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 1 dia

Baobá: A árvore que sobrevive ao passar dos séculos.



Apesar de não ser uma árvore nativa do Brasil, poucas pessoas deixam de reconhecê-la imediatamente ao se depararem com sua imagem: o baobá, lindamente retratado nesta cédula. Parte de sua fama popular vem do livro O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, no qual o personagem teme que os brotos do baobá cresçam rápido demais e acabem destruindo seu pequeno planeta. Na realidade, o baobá — cujo gênero científico é Adansonia, em homenagem ao naturalista francês Michel Adanson, que o descreveu no século XVIII — é uma árvore de crescimento lento e extraordinária longevidade. Estudos de datação por radiocarbono realizados em alguns exemplares indicam idades mínimas estimadas em cerca de 1.275 anos, o que faz do baobá a angiosperma (planta com flores, frutos e sementes) mais antiga conhecida. Das nove espécies reconhecidas, seis são nativas da ilha de Madagascar, onde o baobá se tornou símbolo nacional. A árvore pode atingir até 25 metros de altura e impressionantes 11 metros de diâmetro. Quando perde suas folhas, seus galhos nus lembram raízes expostas, criando a curiosa aparência de uma árvore “plantada de cabeça para baixo”. Adaptado a regiões de clima sazonalmente árido, o baobá desenvolveu uma notável capacidade de armazenar água em seus tecidos. Durante a estação chuvosa, seu tronco pode reter até 100 mil litros de água. Com o avançar da idade, muitos troncos tornam-se ocos, transformando-se em verdadeiros reservatórios naturais, por vezes utilizados como cisternas pelas comunidades locais. No Brasil existem alguns exemplares de baobás, provavelmente trazidos por sacerdotes africanos durante o período da escravidão. Um dos mais conhecidos é o Baobá do Poeta, em Natal (RN), considerado o maior do país, com cerca de 19 metros de altura e 6 metros de circunferência. A esse exemplar é atribuída, segundo a tradição local, a inspiração de Saint-Exupéry para os desenhos de O Pequeno Príncipe, já que o autor teria visitado a árvore em julho de 1939, durante uma de suas passagens pelo Brasil como piloto.

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page