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20 Yuan– 2024/25/26 – China, Rep.Popular

11 de set.
2 min de leitura

Atualizado: 12 de set.

O zodíaco chinês celebrado em cédulas.



As três cédulas comemorativas vistas acima celebram respectivamente o Ano Lunar do Dragão, vigente entre 10 de fevereiro de 2024 e 28 de janeiro de 2025; o Ano Lunar da Serpente, vigente entre 29 de janeiro de 2025 e 16 de fevereiro de 2026; e o Ano Lunar do Cavalo, vigente entre 17 de fevereiro de 2026 e 5 de fevereiro de 2027. O dragão, a serpente e o cavalo estão entre os doze integrantes do zodíaco chinês, um dos sistemas simbólicos mais antigos da humanidade, cujas origens estão profundamente ligadas à organização do tempo e à visão tradicional chinesa do cosmos. Sua origem está fundamentada em mitos antigos e na astronomia da Dinastia Han (202 a.C. a 220 d.C.), quando o sistema de 12 animais foi oficialmente integrado ao calendário lunar. A explicação mais famosa e difundida é a lenda conhecida como “A Grande Corrida”. Segundo a tradição, o Imperador Jade (o governante do céu) organizou uma corrida para todos os animais do mundo. Ele decretou que os 12 animais a cruzarem primeiro um rio rápido teriam um ano do calendário batizado em sua honra. Desta forma ficou assim definida a ordem do zodíaco: rato, boi, tigre, coelho, dragão, serpente, cavalo, cabra, macaco, galo, cão e porco — que se alternam em ciclos anuais, influenciando crenças culturais, práticas sociais e concepções astrológicas há milênios. A consolidação do zodíaco ocorreu de forma gradual, especialmente a partir do período imperial, quando passou a integrar plenamente a estrutura do calendário tradicional chinês. Cada ano é regido por um dos doze animais, formando um ciclo completo de doze anos que se repete continuamente. Esse sistema foi amplamente utilizado não apenas para a contagem do tempo, mas também para registrar eventos históricos, organizar festividades sazonais e orientar diversos aspectos da vida cotidiana. O calendário chinês é de natureza lunissolar, baseando-se simultaneamente nos movimentos da Lua e do Sol. Seus meses seguem as fases lunares e têm duração aproximada de 29 ou 30 dias, totalizando cerca de 354 dias por ano. Para manter a correspondência com o ciclo solar e as estações do ano, torna-se necessário acrescentar periodicamente um mês extra, conhecido como mês intercalar, resultando ocasionalmente em um décimo terceiro mês. O Ano Novo chinês não possui data fixa no calendário gregoriano, ocorrendo entre 20 de janeiro e 20 de fevereiro, sempre na Lua Nova. Esse caráter móvel reflete a complexidade do sistema lunissolar e sua precisão na harmonização dos ciclos naturais. Em contraste, o calendário gregoriano, adotado pela maior parte do mundo ocidental, baseia-se exclusivamente no ciclo solar e corrige suas pequenas imprecisões por meio dos anos bissextos. Além da própria China, o calendário chinês é utilizado e celebrado em diversos países da Ásia Oriental e do Sudeste Asiático, como as Coreias, Vietnã, Singapura, Malásia, Taiwan e regiões culturalmente associadas ao Tibete, além de comunidades chinesas espalhadas por todo o mundo. Dessa forma, as cédulas comemorativas acima reafirmam a importância contínua do zodíaco e do calendário tradicional chinês como elementos centrais da identidade cultural chinesa e de sua projeção simbólica ao longo do tempo.

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