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2 Dollars – 2013 – Barbados

  • awada
  • 28 de jul. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 20 de jan.

Moinhos de vento: Não é apenas na Holanda que eles atraem turistas.



Diferentemente dos engenhos de cana-de-açúcar do Brasil colonial, que eram movidos por força animal (trapiche) ou por força hidráulica (moinho d’água), os moinhos do Caribe utilizavam a força dos ventos. Neles, uma torre com quatro grandes braços e um complexo sistema de engrenagens transferia o movimento das velas para os roletes responsáveis por moer a cana. O Morgan Lewis Sugar Mill, retratado nesta cédula, é o último remanescente dos muitos moinhos de vento construídos em Barbados para a produção de açúcar e figura entre os raríssimos exemplares desse tipo ainda em funcionamento no mundo, ao lado de outro localizado na ilha de Antigua, também no Caribe. Barbados, colônia britânica durante grande parte de sua história moderna (1627–1966), tornou-se um dos maiores produtores de açúcar no final do século XVII, quando a cana substituiu o tabaco como principal produto de exportação. O açúcar caribenho, inicialmente introduzido pelos holandeses após sua expulsão de Pernambuco e depois adotado por franceses e ingleses, foi um dos fatores que contribuíram para o declínio do Ciclo do Açúcar no Brasil, em razão da menor competitividade do produto brasileiro no mercado internacional. Apesar das diferenças técnicas na produção do açúcar no Caribe e no Brasil, ambos os sistemas eram fortemente sustentados pela mão de obra escravizada. Por mais de um século, essa atividade constituiu a espinha dorsal da economia de Barbados e, mesmo nos dias atuais — com a escravidão há muito abolida e o país independente desde 1966 —, o açúcar continua sendo um importante produto de exportação. O Morgan Lewis Mill deixou de moer cana para fins comerciais em 1947 e, em 1962, foi doado por seu proprietário a uma organização dedicada à proteção e preservação do patrimônio natural e artístico de Barbados, transformando-se em museu e símbolo da história econômica e social da ilha. Devido ao seu frágil estado de conservação, o moinho foi desmontado para restauração e reaberto ao público em 1999. Com todas as suas partes originais preservadas, durante a temporada de colheita da cana-de-açúcar — de fevereiro a julho — suas velas são içadas e operadas um domingo por mês, moendo cana e fornecendo caldo aos visitantes. Assim, o antigo moinho mantém-se vivo não apenas como testemunho do passado, mas também como uma relevante fonte de renda para o turismo local.

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