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2.000 Lire – 1990 – Itália

  • awada
  • 1 de abr. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 21 de dez. de 2025

“Esta nova forma de comunicação podia ter alguma utilidade.” (Guglielmo Marconi)




Guglielmo Marconi (1874–1937) foi o físico italiano que, em 1896, desenvolveu o primeiro sistema prático de telegrafia sem fios. Com apenas 20 anos, transformou o celeiro da casa onde vivia em um improvisado laboratório, no qual passou a estudar os princípios elementares da transmissão telegráfica. Para isso, baseou-se em pesquisas e invenções anteriores de nomes fundamentais da ciência, como Nikola Tesla (1856–1943), James Clerk Maxwell (1831–1879), Heinrich Hertz (1857–1894) e Édouard Branly (1844–1940). Em 1899, Marconi obteve sucesso ao transmitir, sem o uso de cabos, sinais em código Morse através do Canal da Mancha. Dois anos depois, alcançou um feito ainda mais impressionante: sinais radiotelegráficos emitidos a partir da Inglaterra foram claramente captados no Canadá, atravessando o Atlântico Norte. A eficácia de seu sistema foi dramaticamente comprovada em 1909, quando cerca de 1.700 pessoas foram salvas de um naufrágio graças à radiotelegrafia por ele desenvolvida. A cédula italiana que lhe presta homenagem não traz apenas seu retrato, mas também imagens diretamente ligadas à sua trajetória. Entre elas estão o iate Elettra, que serviu tanto como residência quanto como laboratório flutuante; as torres da estação de rádio de Glace Bay, no Canadá, onde chegaram os sinais transatlânticos; e o próprio telégrafo sem fios, símbolo de sua maior contribuição tecnológica. Embora Marconi não tenha sido o inventor isolado dos dispositivos responsáveis pela transmissão das ondas de rádio, é reconhecido como seu inventor por ter sido o primeiro a utilizá-las de forma prática, regular e funcional para a comunicação à distância. Esse pioneirismo lhe rendeu, em 1909, o Prêmio Nobel de Física. Marconi também manteve uma curiosa ligação com o Brasil: durante a cerimônia de inauguração do Cristo Redentor, em 12 de outubro de 1931, foi ele quem, a partir de Roma — a cerca de 9.200 quilômetros de distância — acionou por rádio de ondas curtas os holofotes que iluminaram a estátua. Curiosamente, apesar de ter aberto caminho para um dos meios de comunicação mais transformadores da história, Marconi jamais deu grande atenção ao uso cotidiano e popular do rádio. Para ele, a radiotelegrafia era sobretudo uma ferramenta técnica, voltada à navegação, à segurança e às comunicações oficiais. O entretenimento, a informação em massa e a presença constante do rádio na vida das pessoas surgiriam depois, impulsionados por outros — prova de que, às vezes, até mesmo os grandes inventores subestimam o alcance de suas próprias criações.

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