1000 Kronur – 1961 – Islândia
- awada
- 30 de jul. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 20 de jan.
Thingvellir: Um dos locais mais repletos de história da Islândia.


O cenário retratado no reverso desta cédula pode, à primeira vista, parecer apenas mais uma paisagem típica da Islândia. No entanto, trata-se de um de seus locais históricos mais emblemáticos: o Parque Nacional de Thingvellir, cujo nome pode ser traduzido como “Campos da Assembleia”. Sua importância remonta ao ano de 930, quando ali foi fundado o Alþingi, geralmente considerado um dos parlamentos mais antigos do mundo ainda em atividade. Em meio às formações rochosas do parque, um ponto hoje marcado pela bandeira islandesa era conhecido como Lögberg, ou “Rocha da Lei”. Nesse local, os homens da lei reuniam-se anualmente para proclamar as normas em público, além de conduzir julgamentos. Thingvellir também abriga o local conhecido como “piscina dos afogamentos”, onde, segundo os costumes da época, mulheres condenadas por determinados crimes eram executadas. Por volta do ano 1000, foi ali erguida a primeira igreja cristã da Islândia, por iniciativa do rei norueguês Olaf II, o Santo. Séculos depois, em 17 de junho de 1944, foi em Thingvellir que a independência da Islândia em relação à Dinamarca foi oficialmente proclamada. Atualmente, além de parque nacional, a área abriga a residência de verão do primeiro-ministro do país e foi reconhecida como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO em 2004. Para além de seu peso histórico, Thingvellir é também um local de extraordinária relevância natural. O parque situa-se sobre a zona de separação entre as placas tectônicas da América do Norte e da Eurásia, um fenômeno visível a olho nu nas inúmeras fissuras que cortam a paisagem. Entre elas destaca-se a fenda de Silfra, onde as placas se afastam, em média, cerca de um centímetro por ano. Algumas dessas fissuras são preenchidas por águas cristalinas; uma delas é famosa por ter o fundo coberto de moedas. Segundo a tradição local, quem lança uma moeda ali, faz um desejo e consegue vê-la tocar o fundo terá seu pedido realizado. Assim, Thingvellir reúne de forma singular a história política de uma nação e os processos geológicos que moldam o planeta, simbolizando na mesma paisagem a construção das leis humanas e as forças profundas da própria Terra — razão pela qual ocupa um lugar de destaque tanto na memória islandesa quanto no patrimônio natural da humanidade.


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