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1000 Francs – 1985 – Taiti

  • awada
  • 9 de mar. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 3 de dez. de 2025

As belezas naturais das ilhas do Taiti são imbatíveis. E as suas cédulas não ficam atrás!




O Taiti integra a Polinésia Francesa, um conjunto de 118 ilhas paradisíacas no Pacífico Sul. Em 1771, no livro Viagem ao Redor do Mundo, o navegador e escritor francês Louis Antoine de Bougainville (1729–1811) descreveu o Taiti como um verdadeiro “paraíso terrestre”, habitado por homens e mulheres que viviam em harmonia, livres das imperfeições da civilização europeia. Sua visão ajudou a popularizar o ideal do “bom selvagem” e influenciou pensadores como Jean-Jacques Rousseau às vésperas da Revolução Francesa. Embora seja um país ultramarino autônomo da República Francesa, o Taiti não utiliza o euro. E talvez isso seja uma vantagem: comparadas às encantadoras cédulas do franco do Pacífico, as notas em euro são visualmente muito mais simples. O franco do Pacífico circula no Taiti, na Nova Caledônia e em Wallis e Futuna, preservando um toque de singularidade e até uma leve aparência de independência em relação à França continental. As cédulas emitidas entre 1969 e 2013, como a vista acima, são grandes, coloridas e esteticamente marcantes. Apesar de quase não possuírem recursos modernos de segurança, encantam pela arte refinada, pela paleta vibrante e pela delicadeza das ilustrações. Na face principal, a jovem nativa adornada com tiara e colar de flores evoca a imagem idílica eternizada por Bougainville em sua Nova Cítara, referência à ilha grega ligada ao surgimento de Afrodite, deusa do amor e da beleza. Nas margens da composição, cenas da fauna, da flora e das cabanas tradicionais do Pacífico reforçam a atmosfera serena e luminosa da região. Em seu reverso aparece a igreja de Vao, na Ilha de Pinos, frequentemente chamada de “a ilha mais próxima do paraíso”, situada a sudeste da Nova Caledônia. Distante milhares de quilômetros de Paris, ela representa o ponto habitado sob administração francesa mais remoto do planeta, uma metáfora perfeita para a sensação de exotismo e distância que permeia as belas cédulas do franco do Pacífico.

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