top of page

1000 Escudos – 1973 – Angola

  • awada
  • 4 de mar. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 6 dias

"Sabe que quantas naus esta viagem; que tu fazes, fizerem de atrevidas; inimiga terão esta paragem; com ventos e tormentas desmedidas." (Os Lusíadas, Canto V, Estrofe 43)


ree

ree

Luís Vaz de Camões (c. 1524–1579 ou 1580) é o poeta nacional de Portugal, considerado uma das maiores figuras da literatura de língua portuguesa e um dos grandes nomes da tradição poética ocidental. Frequentou a corte de D. João III, iniciou a carreira como poeta lírico e, segundo a tradição, envolveu-se em amores tanto com damas nobres quanto com mulheres de condição mais humilde, levando uma vida boêmia e atribulada. Relata-se que, por causa de um conflito amoroso ou de intrigas cortesãs, acabou por dirigir-se para a África, onde serviu como soldado e perdeu um dos olhos em combate — detalhe visível na imagem estampada na cédula acima. Mais tarde passou longos anos no Oriente, enfrentando dificuldades, naufrágios, prisões e campanhas militares, ao mesmo tempo que elaborava a obra que o consagraria: a epopeia nacionalista Os Lusíadas. Trata-se de um poema épico que celebra os feitos marítimos portugueses, mesclando episódios históricos, mitológicos e lendários. No trecho citado acima, Camões descreve as provações enfrentadas pelos navegadores ao dobrarem o temido Cabo das Tormentas (hoje Cabo da Boa Esperança), região envolta, na imaginação medieval, por monstros, perigos e abismos oceânicos. De volta a Portugal, Camões publicou Os Lusíadas em 1572 e recebeu uma pequena pensão de D. Sebastião pelos serviços prestados à Coroa — insuficiente, ao que parece, para garantir-lhe estabilidade nos anos finais. Ao longo da vida queixou-se das injustiças que julgava sofrer e da pouca atenção dedicada à sua obra, mas pouco após a sua morte sua poesia começou a ser amplamente reconhecida como de elevado valor estético, ganhando prestígio crescente entre escritores europeus e influenciando gerações de poetas em vários países. Tornou-se, assim, um dos mais fortes símbolos literários da pátria. Como disse Abraham Lincoln: “Não se preocupe quando não for reconhecido, mas esforce-se para ser digno de reconhecimento.”

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
bottom of page