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100 Zariniy– 2025 – Ossétia do Sul

  • awada
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Fronteiras incertas: A Ossétia do Sul e o legado da era soviética.



A Ossétia do Sul é um território situado na vertente meridional da cordilheira do Cáucaso, e é internacionalmente reconhecida como parte da Geórgia, embora funcione, na prática, como uma entidade política separada. Sua população é majoritariamente composta por ossetas, um povo de origem iraniana, descendente direto dos antigos alanos, que migraram para a região caucasiana na Antiguidade. Os ossetas falam o osseta, uma língua do ramo iraniano oriental, distinta das línguas caucasianas e eslavas ao redor, embora o russo seja amplamente utilizado na administração, na educação e no cotidiano urbano. Do ponto de vista religioso, a maioria dos ossetas é formalmente cristã ortodoxa, herança da influência bizantina e russa, mas práticas religiosas tradicionais sobrevivem com força, combinando elementos cristãos com antigos cultos comunitários, rituais de clãs e veneração de santuários locais. O modo de vida tradicional osseta esteve historicamente ligado à agricultura de montanha, à criação de gado e a uma forte organização familiar baseada em linhagens e aldeias, valores que ainda moldam a identidade coletiva, apesar da urbanização e da dependência econômica externa. Durante o período soviético, a Ossétia do Sul recebeu o status de oblast autônomo dentro da República Socialista Soviética da Geórgia, uma solução administrativa que conteve temporariamente disputas étnicas e políticas. Com o enfraquecimento da União Soviética no final da década de 1980, essas tensões ressurgiram, alimentadas pelo nacionalismo georgiano e pelo temor dos ossetas do sul de perder autonomia cultural e vínculos com a Ossétia do Norte, situada na Federação Russa. Em 1991, após a independência da Geórgia, o conflito armado se intensificou, resultando em mortos, deslocamentos populacionais e na ruptura do controle efetivo da Geórgia sobre a região. Um cessar-fogo firmado em 1992 consolidou uma separação de fato, com a presença de forças de paz russas. A instabilidade persistiu até 2008, quando um novo confronto levou à intervenção direta da Rússia e a uma breve guerra com a Geórgia. Após esse episódio, a Ossétia do Sul proclamou sua independência, reconhecida pela Rússia e por poucos outros Estados. A maioria da comunidade internacional, entretanto, continua a considerar o território como parte da Geórgia. Atualmente, a Ossétia do Sul depende amplamente da Rússia em termos econômicos, militares e institucionais, vivendo sob isolamento diplomático, fronteiras fortemente controladas e um status político indefinido que reflete as complexas disputas geopolíticas do Cáucaso contemporâneo. Esta dependência inclusive está na moeda de uso diário, que é o rublo russo, apesar dela ter emitido a cédula acima de 100 zarin (a palavra ossetiana para ouro). Apesar de ter curso legal, ela foi lançada para comemorar o 35º aniversário da sua autoproclamação de independência, sendo portanto destinada principalmente a colecionadores.

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