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100 Yuan – 2015 – China, Rep. Popular

  • awada
  • 6 de mar. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: há 2 dias

Além dos astronautas americanos e cosmonautas soviéticos, temos também os taiconautas chineses.


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A cédula comemorativa vista acima celebra alguns dos principais marcos do não tão conhecido programa espacial chinês, destacando tanto o pioneirismo quanto a ambição tecnológica do país. No anverso, à esquerda, aparece uma representação estilizada do Dongfanghong-1, o primeiro satélite chinês colocado com sucesso em órbita, em 1970. Com esse lançamento, a China tornou-se a quinta nação a colocar um satélite próprio no espaço, após a União Soviética, os Estados Unidos, a França e o Japão. No centro da composição vemos o momento do acoplamento entre a nave tripulada Shenzhou 9 e o módulo orbital Tiangong-1, realizado em 2012 — um passo crucial para o desenvolvimento da tecnologia de estações espaciais chinesas. O programa Shenzhou, iniciado em 1999, já havia levado a China ao seleto grupo de países capazes de enviar humanos ao espaço: em 2003, no voo Shenzhou 5, Yang Liwei tornou-se o primeiro taikonauta chinês, fazendo da China a terceira nação a realizar um voo espacial tripulado. À direita, a cédula ressalta outro pilar do programa espacial: a sonda lunar Chang’e-1, lançada em 2007. Esta missão foi responsável pelo primeiro mapeamento completo em 3D da superfície da Lua feito pela China e inaugurou um ambicioso programa de exploração lunar que se estenderia pelas décadas seguintes. O reverso da cédula apresenta uma narrativa visual da evolução do voo, desde os primeiros experimentos aeronáuticos até a era espacial. Em destaque aparece o biplano de Feng Ru — também conhecido como Fung Joe Guey — considerado o “pai da aviação chinesa”. Radicado nos Estados Unidos, Feng construiu e voou seu próprio avião em 1909 na Costa Oeste, apenas dois anos após os irmãos Wright terem feito seu voo histórico na Costa Leste. Em 1911, atendendo ao chamado de Sun Yat-sen, retornou à China para contribuir com a revolução, mas morreu no ano seguinte durante uma demonstração aérea. A sequência de imagens inclui ainda um grande avião comercial, novamente a Shenzhou 9 e o módulo Tiangong-1, além da Chang’e-1, reforçando a ideia de continuidade entre a ousadia dos primeiros pioneiros da aviação e os avanços da astronáutica moderna. Por fim, a cédula alude também aos diferentes termos usados no mundo para designar viajantes do espaço — astronauta, cosmonauta e taikonauta — todos derivados do sufixo grego -nauta, “navegador”. As diferenças estão nos prefixos: astro- (“estrela”), usado nos Estados Unidos e Europa; kosmos- (“cosmos”), adotado pela Rússia; e taikong- (“espaço”), empregado na China. Em essência, são denominações culturais distintas para a mesma atividade: a exploração humana do espaço.

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