100 Rupees – 1974 – Nepal
- awada
- 24 de dez. de 2021
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Atualizado: 30 de jan.
"Eu não conquistei o Everest, ele apenas me tolerou" (Edmund Hillary, montanhista)


O Monte Everest — visto ao fundo desta cédula — com 8.848,86 metros acima do nível do mar, valor confirmado oficialmente em 2020 por Nepal e China, é a montanha de maior altitude da Terra. Embora já aparecesse representado em um atlas da Dinastia Qing de 1719, tal registro não estabelecia medições precisas nem o reconhecia formalmente como a montanha mais alta do mundo. Foi apenas em 1856, após extensos levantamentos do Great Trigonometrical Survey of India, que sua altitude foi oficialmente anunciada. O cálculo foi realizado por topógrafos indianos sob supervisão britânica durante a gestão de George Everest, então diretor do Survey of India, órgão central de cartografia e topografia da Índia britânica. Na época, a montanha recebeu a designação provisória de Pico XV. O nome Mount Everest foi oficialmente adotado em 1865 pela Royal Geographical Society, por recomendação de Andrew Waugh, sucessor de George Everest no Survey of India. Waugh alegou não ter conseguido identificar um nome local amplamente aceito na literatura ocidental da época e, por isso, optou por homenagear seu antecessor — decisão que mais tarde seria alvo de críticas por desconsiderar as denominações nativas já existentes. O Everest é conhecido no Nepal como Sagarmatha (“Cabeça do Céu”) e no Tibete como Chomolungma (“Deusa Mãe do Mundo”), tendo seu cume exatamente sobre a fronteira entre Nepal e Tibete. Existem duas rotas principais para alcançar o cume: a rota sudeste, pelo lado nepalês, considerada a rota padrão, e a rota norte, pelo lado tibetano. Embora a rota sudeste não exija escalada técnica extrema, o Everest impõe riscos severos, como o mal da altitude, mudanças bruscas no clima, ventos intensos e, sobretudo, avalanches, que figuram entre as principais causas de mortes na montanha. Ao longo das décadas, centenas de corpos permaneceram na rota de ascensão, alguns deles tornando-se pontos de referência para os alpinistas. As primeiras tentativas organizadas de alcançar o topo do Everest foram realizadas por expedições britânicas a partir de 1921. Como o Nepal permanecia fechado a estrangeiros, essas investidas ocorreram pelo lado norte, via Tibete. A expedição de 1924 deu origem ao maior mistério da história do Everest: George Mallory e Andrew Irvine desapareceram durante uma tentativa de cume, alimentando até hoje debates sobre a possibilidade de terem ou não alcançado o topo antes de morrerem. A primeira ascensão confirmada ocorreu em 29 de maio de 1953, quando o montanhista neozelandês Edmund Hillary e o sherpa nepalês Tenzing Norgay atingiram o cume pela rota sudeste. Desde então, o Everest já foi escalado com sucesso milhares de vezes, por milhares de pessoas, consolidando-se como o maior símbolo do montanhismo mundial. A frase-título associada à esta cédula reflete a humildade dos alpinistas diante da força da natureza, reconhecendo que o Everest não é conquistado por superioridade humana, mas apenas quando as condições físicas e climáticas permitem a passagem.


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