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100 Ngultrum – 2016 – Butão

  • awada
  • 22 de out. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 30 de jan.

Butão: Um exemplo de respeito à Natureza a ser seguido por todos os países do mundo.



Imagine ganhar 108 mil árvores como presente de primeiro aniversário. Foi exatamente isso que recebeu Sua Alteza Real o príncipe Jigme Namgyel Wangchuck, retratado nesta cédula. Nascido em 5 de fevereiro de 2016, ele é o primogênito do rei Jigme Khesar Namgyel Wangchuck e da rainha Jetsun Pema, além de herdeiro ao trono do Butão — um pequeno país montanhoso situado no extremo oriental da cordilheira do Himalaia. Para concretizar a iniciativa, dezenas de milhares de voluntários participaram do plantio das mudas em todo o país. O gesto não foi apenas simbólico: ele reflete a seriedade com que o povo butanês encara a conservação ambiental. Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), sediada na Suíça, o Butão é frequentemente citado como um modelo de políticas proativas de preservação. O reino é reconhecido internacionalmente por seu compromisso com a biodiversidade, mantendo no mínimo 60% de seu território coberto por florestas e destinando mais de 40% a parques nacionais, reservas e outras áreas protegidas. Além disso, o país identificou cerca de 9% adicionais como corredores de biodiversidade, conectando áreas protegidas e permitindo a livre circulação da fauna. O compromisso ambiental é tão central que a Constituição do Butão menciona explicitamente padrões e deveres de proteção à natureza em várias de suas seções. Soma-se a isso o fato de a maioria da população ser budista, tradição na qual as árvores simbolizam vida longa, saúde, beleza e compaixão. Essa não foi a primeira grande ação de reflorestamento do país. Em 2015, o Butão entrou para o Guinness World Records ao plantar quase 50 mil árvores em apenas uma hora. Graças também ao seu prolongado isolamento histórico, o país preserva alguns dos ecossistemas mais estáveis e bem conservados do planeta. No plano político, em 2008 o Butão realizou a transição de uma monarquia absoluta para uma monarquia constitucional parlamentar, na qual a instituição real permanece amplamente respeitada e atua como símbolo de unidade, estabilidade e guardiã da cultura nacional. Butão e Tailândia figuram entre os poucos reinos de tradição budista ainda existentes e compartilham a rara distinção de nunca terem sido colonizados por potências estrangeiras. O dragão retratado sobre um fundo de montanhas nevadas nesta cédula é o mesmo que aparece na bandeira nacional. Não por acaso: em tibetano, o Butão é chamado de Druk Yul, expressão que significa “Terra do Dragão”.

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