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5 Marks – 1991 – República Federal da Alemanha

  • awada
  • 26 de fev. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 18 de dez. de 2025

A quadriga de Brandemburgo: De símbolo da paz à emblema da vitória na guerra.




O Portão de Brandemburgo, retratado no reverso desta cédula, é um antigo portal da cidade de Berlim, reconstruído no final do século XVIII como um arco do triunfo neoclássico e hoje um dos marcos mais emblemáticos da Alemanha. Foi encomendado pelo rei Frederico Guilherme II da Prússia e projetado pelo arquiteto Carl Gotthard Langhans, sendo construído entre 1788 e 1791. Inspirado nos Propileus da Acrópole de Atenas, o monumento simbolizava os ideais do Iluminismo e a pretensão prussiana de ordem e grandeza. No topo do portão foi instalada, em 1793, a quadriga: uma biga puxada por quatro cavalos conduzida pela deusa grega da paz, Irene, uma obra em cobre batido do escultor Johann Gottfried Schadow. A estátua, contudo, permaneceu pouco tempo sobre o monumento. Durante os conflitos da Era Napoleônica, em outubro de 1806 tropas de Napoleão Bonaparte entraram triunfalmente em Berlim atravessando o Portão de Brandemburgo e, em dezembro do mesmo ano, por ordem do imperador francês, a quadriga foi levada para Paris como troféu de guerra. A obra retornou a Berlim apenas em 1814, após a derrota de Napoleão e o fim das chamadas Guerras de Libertação. Por determinação de Frederico Guilherme III, então rei da Prússia, a quadriga foi modificada: Irene passou a ser interpretada como Vitória, recebendo uma Cruz de Ferro encimada por uma águia prussiana, transformando o antigo símbolo da paz em emblema do triunfo militar. Durante a Segunda Guerra Mundial, o Portão de Brandemburgo sofreu severos danos. Em 1950, situado exatamente na fronteira entre Berlim Ocidental e Oriental, a quadriga foi novamente removida pelas autoridades soviéticas, sendo praticamente destruída. Em 1958, em pleno contexto da Guerra Fria, uma nova quadriga foi refundida e reinstalada. Contudo, para desagrado do lado ocidental, as autoridades da Alemanha Oriental colocaram a estátua voltada para o setor oriental da cidade, gerando controvérsia simbólica entre os dois blocos. Durante toda a divisão alemã, o Portão de Brandemburgo permaneceu isolado junto ao Muro de Berlim, tornando-se um poderoso símbolo da separação do país. Em 1989, sua imagem ganhou destaque mundial ao servir de pano de fundo para a queda do Muro, consolidando-se definitivamente como símbolo da reunificação alemã.

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