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100 Mark – 1964 – República Democrática da Alemanha

  • awada
  • 15 de mar. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 17 de dez. de 2025

"Proletários de todos os países, uni-vos!" (inscrição na lápide de Karl Marx em Londres)



Como um país cuja ideologia oficial do Estado era o marxismo-leninismo, era natural que a Alemanha Oriental prestasse homenagem a Karl Marx (1818–1883) em suas cédulas. A inclusão da figura de Marx — fundador das bases teóricas do comunismo — simbolizava o compromisso do país com seus ideais socialistas e com a construção de uma sociedade de trabalhadores e camponeses. Marx nasceu no Reino da Prússia, então um Estado que abrangia territórios hoje pertencentes à Alemanha, Polônia, Lituânia e Rússia, mas mais tarde tornou-se apátrida, passando grande parte de sua vida em Londres. Foi filósofo, sociólogo, historiador, economista, jornalista e revolucionário socialista. Suas teorias sobre sociedade, economia e política deram origem ao que hoje é conhecido como marxismo, corrente que sustenta que as sociedades avançam por meio da luta de classes — o conflito entre a classe que controla os meios de produção e a classe trabalhadora, responsável pela força de trabalho — e que o Estado surge para proteger os interesses da primeira, ainda que se apresente como representante do interesse comum. Marx também previu que, assim como sistemas socioeconômicos anteriores, o capitalismo geraria contradições internas que conduziriam à sua própria superação e à substituição por um novo sistema: o socialismo. Embora frequentemente caracterizado como um teórico da revolução, não existe em suas obras uma definição conceitual explícita e sistemática do termo “revolução”. Politicamente, contudo, o legado de Marx é complexo. Ao longo do século XX, ocorreram revoluções em diversos países que se autodenominaram marxistas, destacando-se a Revolução Russa, que resultou na fundação da União Soviética. Líderes como Vladimir Lenin na União Soviética (1870–1924), Mao Tsé-Tung na China (1876–1973), Fidel Castro em Cuba (1926–2016), Salvador Allende no Chile (1908–1973), Josip Broz Tito na Iugoslávia (1892–1980) e Kwame Nkrumah em Gana (1909–1972) citaram Marx como influência, e suas ideias permanecem presentes em numerosos partidos políticos ao redor do mundo, inclusive fora dos países onde ocorreram revoluções marxistas. As ditaduras brutais associadas a algumas dessas experiências levaram opositores políticos a responsabilizar Marx por milhões de mortes, enquanto muitos marxistas contestam essa interpretação e rejeitam a associação direta entre sua obra e tais regimes.

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