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100 Kronur – 1961 – Islândia

  • awada
  • 30 de jul. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 22 de jan.

Hekla: O vulcão que moldou a Islândia.



A Islândia está situada sobre o encontro de duas placas tectônicas, o que explica a presença de numerosos vulcões que, de tempos em tempos, chegam a causar impactos em toda a Europa. Estima-se que existam cerca de 130 vulcões distribuídos pela ilha, dos quais pelo menos 18 entraram em erupção desde sua descoberta e colonização, por volta do ano 900. Um dos mais explosivos, imprevisíveis e poderosos é retratado nesta cédula atrás de uma paisagem bem serena: o Hekla, conhecido desde a Idade Média como o “Portal do Inferno”. Desde os primeiros assentamentos humanos, ele entrou em erupção entre 20 e 30 vezes e permanece ativo até hoje. Localizado no sul da Islândia, o Hekla é vizinho de seu famoso primo de nome quase impronunciável — o Eyjafjallajökull — cuja erupção, em 2010, paralisou o tráfego aéreo em grande parte da Europa por semanas. Por não estar coberto por uma geleira, o Hekla não produz nuvens de cinzas na mesma escala do Eyjafjallajökull. Em compensação, foi responsável por um dos maiores fluxos de lava do último milênio: estima-se que cerca de 10% da área terrestre da Islândia tenha sido formada por lava expelida por ele. Sua primeira erupção registrada data de 1104 e, ao longo dos séculos, várias outras se sucederam, embora nenhuma tão marcante quanto a de 1947, quando “bombas” de lava com mais de 20 quilos foram lançadas a até 32 quilômetros de distância. Apesar de muitas pessoas provavelmente terem morrido em decorrência de problemas respiratórios causados pelas cinzas, o Hekla foi diretamente responsável por apenas uma morte conhecida: a de um infeliz cientista que, ao filmar os grandes fluxos de lava escorrendo da cratera, foi atingido por uma dessas bombas. A última erupção ocorreu no ano 2000, e vulcanologistas alertam que, considerando seu histórico, uma nova erupção já estaria atrasada. Ainda assim, apesar de sua natureza volátil, o Hekla é considerado relativamente seguro para visitação. Há trilhas ao seu redor, e alguns operadores turísticos organizam expedições em super jipes até suas encostas. Os visitantes não precisam temer o vulcão — apenas respeitar seu potencial. E, quem sabe, rezar um pouco também não faz mal.

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