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100 Kronor – 2016 – Suécia

  • awada
  • 15 de mar. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 28 de dez. de 2025

Uma cédula tão linda quanto a própria personagem homenageada.




Greta Garbo (1905–1990) nasceu em Estocolmo, na Suécia, e é considerada uma das maiores atrizes de seu tempo. Ela ficou famosa durante a era do cinema mudo e dos primeiros filmes falantes em Hollywood entre as décadas de 1920 e 1941, tanto como atriz quanto como símbolo sexual. Fez apenas 15 filmes falados, já que seu forte sotaque dificultava que os americanos a entendessem nos primórdios do cinema sonoro. A famosa frase dita por ela no filme Grande Hotel (1932) — I want to be alone (“Quero ficar sozinha”) — ficou fortemente associada à atriz, refletindo sua crescente repulsa à invasão de sua privacidade por colunistas e jornalistas. Após retirar-se precocemente do cinema, ainda aos 36 anos, Garbo levou essa postura ao extremo: passou as décadas finais de sua vida em quase total reclusão, vivendo discretamente em Nova York, evitando entrevistas, aparições públicas e qualquer exposição midiática. Essa escolha consciente pelo anonimato reforçou o mito em torno de sua figura — uma estrela que, no auge da fama, preferiu o silêncio e o distanciamento à celebridade incessante, transformando a ausência em parte essencial de seu legado. Ela foi indicada três vezes ao Oscar de Melhor Atriz, em 1930, 1937 e 1939, mas sem levar o prêmio. Em 1954, Hollywood fez uma reavaliação tardia de seu talento e, num ato de reconhecimento pela negligência passada, a Academia lhe conferiu um Oscar especial pelo conjunto da obra. Tão querida em seu país natal, em 2016 o Banco Central da Suécia desenhou e emitiu uma cédula em sua homenagem. Nela foram usados vários recursos de segurança com imagens em forma de películas, fortalecendo o vínculo entre a personagem e o cinema. Um microtexto — normalmente um recurso de segurança — descreve o nome de todos os papéis de Garbo em seus filmes, entre eles os famosos Mata Hari (1931) e Anna Karenina (1935). A integração entre texto, cores e números na cédula funciona de forma harmônica, com o azul conferindo um tom de serenidade e sensualidade. Aqui, o uso do retrato de uma mulher mística e enigmática mostrou-se uma escolha de bom gosto e um símbolo duradouro de elegância, mistério e sucesso.

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