100 Francs – 1995-2001 – Bélgica
- awada
- 24 de jun. de 2021
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Atualizado: 14 de jan.
James Ensor: Um gênio da arte moderna tardiamente reconhecido.


Há uma interessante história por trás do artista e das obras retratadas nesta cédula. James Ensor (1860-1949) foi um famoso pintor belga da virada do século XIX. Ele tirava inspiração para as suas pinturas tanto da loja de souvenirs da sua família como da sua cidade natal de Ostend, no norte da Bélgica. Na época Ostend havia se tornado um resort à beira-mar, com praias, calçadões, cassinos e casas de banho. E a loja de souvenirs tinha inúmeras curiosidades – conchas, corais, bonecas, porcelanas e muito mais, além de máscaras que eram vendidas para os participantes do famoso carnaval anual de Ostend, ainda hoje realizado na cidade no primeiro fim de semana do mês de março. Ensor gostava muito de participar deste evento e a partir dos anos 1880 as máscaras carnavalescas tornaram-se um item corriqueiro em suas pinturas. Tanto as representações como as máscaras tinham um forte papel simbólico em sua obra, representando as distorcidas relações sociais da época. Para Ensor, suas figuras grotescas significavam as deformidades e os lados sombrios da humanidade. A figura da morte era outro item frequente nos personagens de seus trabalhos, como que para nos lembrar do nosso inevitável futuro. As máscaras retratadas nesta cédula são um fragmento da obra intitulada "A Morte e as Máscaras" ou “Máscaras Confrontando a Morte” de 1897, que hoje faz parte do acervo do Museu de Arte Moderna (MoMA) em Nova York. Já a inspiração de Ensor pela paisagem marítima de sua cidade natal é retratada no outro lado da cédula, com um fragmento da obra "Os Banhos de Ostend" de 1890, este no acervo do Museu de Arte de Haia, na Holanda. A frente da sua época, público e críticos de arte a princípio não compreenderam e aceitaram o seu trabalho. Hoje, James Ensor é considerado um verdadeiro pioneiro da arte moderna.


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