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100 Francs – 1959 – Estados da África Ocidental

  • awada
  • 19 de jan. de 2022
  • 2 min de leitura

Atualizado: 27 de fev.

Franco CFA: Uma herança monetária do Império Colonial Francês.



O franco CFA, que originalmente significava “franco das Colônias Francesas da África” e era emitido pelo antigo Institut d'Émission de l'Afrique Occidentale Française et du Togo, foi instituído em 26 de dezembro de 1945, dia em que a França ratificou os acordos de Bretton Woods após o fim da Segunda Guerra Mundial, o qual estabeleceu um novo sistema financeiro internacional e criou o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional. Posteriormente, com a independência das colônias francesas a partir da década de 1960, o franco CFA passou a ser denominado "franco da Comunidade Financeira Africana". São duas as instituições monetárias responsáveis por sua emissão - o Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) e o Banco Central dos Estados da África Central (BCEAC). O primeiro atende aos oitos membros da União Econômica e Monetária da África Ocidental (UEMOA): Benin, Burquina Faso, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Mali, Níger, Senegal e Togo. E o segundo os seis membros da Comunidade Econômica e Monetária da África Central (CEMAC): Camarões, República do Congo, República Centro-Africana, Gabão, Guiné Equatorial e Chade. Embora o franco CFA ocidental tenha o mesmo valor monetário que o franco CFA central, suas moedas não são intercambiáveis. A cédula mostrada acima faz parte da primeira emissão do franco CFA ocidental, que ocorreu entre 1958 e 1959, quando ainda não possuía a letra código do país membro. As emissões posteriores foram individualizadas, com cada país membro tendo sua respectiva letra código. No entanto, sendo um símbolo do legado do colonialismo francês (exceção feita a Guiné-Bissau, uma ex-colônia portuguesa) ainda hoje presente na maioria dos países da África Ocidental, há uma tendência de a curto prazo (previsto inicialmente para 2027) o franco CFA ser rebatizado como ECO, parte de um processo para a eliminação em definitivo dos vínculos coloniais franceses, bem como obter completa independência fiscal e monetária ao terminar a obrigação de depositar reservas no Tesouro Francês e ter a presença de franceses nos órgãos de gestão da moeda.

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