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100 Drachmai – 1967 – Grécia

  • awada
  • 20 de jul. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 19 de jan.

Demócrito: O filósofo do vazio e das partículas indivisíveis.



Demócrito foi um filósofo grego do século V a.C. dedicado a compreender a origem das coisas naturais e a lógica que governa o Universo. Embora suas ideias tenham despertado pouco interesse durante sua vida, elas seriam retomadas e amplamente discutidas no século seguinte, sobretudo a partir dos comentários e análises de Aristóteles. Apesar de ter sido um autor prolífico, nenhuma de suas obras chegou até nós: tudo o que se sabe sobre seu pensamento provém de citações e referências feitas por outros filósofos da Antiguidade. Sua notoriedade, no entanto, deve-se principalmente ao fato de ter sido o maior expoente do atomismo, a teoria atômica antiga. Não há plena certeza se essa doutrina foi originalmente concebida por ele ou por seu mestre, Leucipo, mas é amplamente aceito que foi Demócrito quem lhe deu forma sistemática e coerente. O atomismo sustenta que toda a matéria é composta por partículas indivisíveis e indestrutíveis — os átomos — que se movem em um vazio infinito, combinando-se de diferentes maneiras para formar tudo o que existe. Assim, o conhecimento do todo dependeria da análise de seus elementos fundamentais. O termo “átomo” deriva do grego atomos, em que a indica negação e tomos significa “divisível”: aquilo que não pode ser dividido. Na concepção de Demócrito, os átomos eram infinitamente pequenos, possuíam formas e consistências variadas e se agrupavam ou se separavam de maneira aleatória, dando origem a todas as coisas do Universo, sejam elas sólidas, líquidas ou gasosas. O raciocínio central que orientou sua teoria partia da ideia de que o movimento só é possível se houver o vazio no qual a matéria possa se deslocar. Se a matéria pudesse ser dividida indefinidamente em partes cada vez menores, ela acabaria por perder toda consistência, tornando impossível a formação de qualquer coisa. Nada poderia existir se tudo se diluísse infinitamente no vazio. Dessa reflexão, Demócrito concluiu que a divisão da matéria não poderia ser infinita: deveria haver um limite último e indivisível. Sua visão, construída a partir da razão e da observação filosófica, antecipou de modo surpreendente concepções que séculos depois se tornariam fundamentais para a ciência moderna, mostrando como a busca pela explicação racional do mundo já estava profundamente enraizada no pensamento da Grécia Antiga.

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