100 Dinar – 2006 – Sérvia
- awada
- 3 de mar. de 2021
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Atualizado: há 7 dias
Nikola Tesla. O homem que espalhou a luz sobre a face da Terra.


O enigmático e brilhante inventor Nikola Tesla (1856–1943), de origem sérvia e nascido no então Império Austríaco, emigrou para os Estados Unidos em 1884, onde moldaria de forma decisiva o futuro da eletricidade. Tornou-se célebre como uma das figuras centrais da chamada “Guerra das Correntes”, travada nas últimas décadas do século XIX contra Thomas Edison. Edison defendia a distribuição elétrica por corrente contínua, enquanto Tesla, apoiado pela Westinghouse Electric, sustentava as vantagens técnicas da corrente alternada — mais eficiente para transmissão a longas distâncias. A vitória do sistema de corrente alternada estabeleceu o padrão que permanece em uso até hoje. Após sua morte, em 1943, a obra de Tesla entrou em relativa obscuridade. Só em 1960 seu nome voltou ao destaque quando a Conferência Geral de Pesos e Medidas batizou a unidade de densidade de fluxo magnético do Sistema Internacional como tesla, em sua homenagem — referência adequada para quem desenvolveu importantes fundamentos do eletromagnetismo moderno. A fórmula do fluxo magnético, frequentemente associada a ele, aparece ao seu lado na cédula. A partir da década de 1990, seu legado foi redescoberto pelo grande público, impulsionado pela cultura pop, por novas biografias e até pelo uso de seu nome na empresa de veículos elétricos de Elon Musk. Tesla também é lembrado pela afeição profunda que nutria por pombos — sua companhia predileta. Contava-se que ele os compreendia e cuidava deles com devoção. Em sua autobiografia, registrou o episódio marcante em que um pombo ferido pousou em sua janela e ele percebeu que o animal estava morrendo. Tesla descreveu aquele instante, que o perseguiu por toda a vida: “Surgiu uma luz em seus olhos — feixes poderosos de luz. Sim, era uma luz real, poderosa, deslumbrante, ofuscante, mais intensa do que eu jamais obtive com as lâmpadas mais fortes do meu laboratório.” Como escreveu Aristóteles, “não existe um grande gênio sem uma pitada de loucura” — frase que muitos consideram quase feita sob medida para a figura fascinante de Nikola Tesla.


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