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100 Cents – 2023 – Fiji

31 de jan. de 2024
2 min de leitura

Atualizado: há 2 dias

A emissão comemorativa que vai além da comunidade chinesa.




A cédula comemorativa vista acima celebrou o Ano Lunar do Dragão, vigente entre 10 de fevereiro de 2024 e 28 de janeiro de 2025. O dragão, um dos doze integrantes do zodíaco chinês, é um dos sistemas simbólicos mais antigos da humanidade, cujas origens estão profundamente ligadas à organização do tempo e à visão tradicional chinesa do cosmos. Além da própria China, o calendário chinês é utilizado e celebrado em diversos países da Ásia Oriental e do Sudeste Asiático, como as Coreias, Vietnã, Singapura, Malásia, Taiwan e regiões culturalmente associadas ao Tibete, além de comunidades chinesas espalhadas por todo o mundo. É o caso de Fiji, onde o calendário chinês é observado apenas de forma cultural e comunitária por descendentes de chineses que vivem nas ilhas, especialmente em celebrações como o Ano Novo Lunar, sem qualquer caráter oficial. Embora haja uma aparente desproporção entre o tamanho reduzido dessa comunidade em Fiji e a escolha do Ano do Dragão para a homenagem, a emissão teve motivações numismáticas, culturais e diplomáticas estratégicas. A primeira delas é bastante prática: Fiji produz regularmente moedas e cédulas comemorativas destinadas ao mercado internacional. Por seu enorme alcance cultural e comercial, o Ano do Dragão oferece um tema particularmente atraente para colecionadores de todo o mundo. Do ponto de vista cultural, Fiji reconheceu a contribuição histórica da comunidade chinesa à sociedade fijiana, principalmente por sua influência econômica ao participar do desenvolvimento do país. E ainda existe uma dimensão diplomática, já que Fiji e China desenvolveram, sobretudo nas últimas décadas, relações econômicas e diplomáticas bastante significativas. A utilização de um símbolo cultural chinês em uma emissão oficial permite a Fiji projetar uma imagem de amizade e aproximação com a China sem transformar a cédula em uma peça explicitamente política. Sob estes aspectos, a pequena dimensão da comunidade chinesa em Fiji deixa portanto de ser uma contradição.

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