10 Nuevos Pesos – 1992 – México
- awada
- 14 de mar. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 15 de dez. de 2025
"É melhor morrer de pé do que viver de joelhos." (Emiliano Zapata)


Emiliano Zapata (1879–1919), retratado na cédula acima, foi um lavrador de Morelos que se transformou em um dos mais emblemáticos líderes revolucionários do início do século XX. Sua luta nasceu da resistência ao poder concentrado dos grandes proprietários de terras, sustentados pelo longo regime de Porfírio Díaz, que governou o México com mão de ferro por quase três décadas. Inicialmente, Zapata buscou soluções pacíficas para garantir aos camponeses o direito às terras que tradicionalmente cultivavam. Diante do fracasso dessas tentativas e da indiferença do poder central, decidiu empunhar as armas. Organizou então o Exército Libertador do Sul e tornou-se um dos protagonistas da Revolução Mexicana de 1910, movimento que culminou com a queda de Porfírio Díaz e sua fuga para o exílio. A saída do ditador, porém, não trouxe a reforma agrária prometida. Presidentes se sucederam, compromissos foram assumidos e reiteradamente descumpridos. Fiel ao lema “terra e liberdade”, Zapata manteve a luta armada contra os novos governos, recusando-se a abandonar os camponeses que viam nele seu principal defensor. Em abril de 1919, foi assassinado em uma emboscada na Hacienda de Chinameca. Seu corpo, exposto em praça pública como prova de sua morte, não foi suficiente para apagar o mito: por muito tempo, camponeses acreditaram que Zapata ainda vivia nas montanhas, pronto para retornar quando a justiça fosse novamente negada. Com sua morte, o Exército Libertador do Sul se desagregou e o movimento zapatista perdeu força militar, mas não sua força simbólica. Mesmo após o fim trágico, suas ideias permaneceram vivas. Zapata tornou-se um símbolo duradouro da reforma agrária, da luta pela terra e da resistência popular, inspirando movimentos sociais não apenas no México, onde sua presença é mais marcante, mas também em outros países. Sua trajetória foi retratada em diversas obras artísticas e cinematográficas, destacando-se o clássico Viva Zapata! (1952), estrelado por Marlon Brando. Assim, esta cédula representa mais do que uma homenagem: é o reconhecimento nacional de um homem movido por ideais, coragem e profundo compromisso com os despossuídos. No reverso há uma reprodução estilizada do muralista mexicano Diego Rivera onde Zapata conduz um cavalo branco, símbolo de pureza, justiça e da causa camponesa.


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