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10 Lirot – 1958 – Israel

  • awada
  • 18 de set. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 30 de jan.

Manuscritos do Mar Morto: A mais importante descoberta para o estudo dos textos bíblicos.



Em 1947, dois pastores beduínos, à procura de uma de suas cabras perdidas, localizaram em Qumran, no enigmático Deserto da Judeia, a primeira de várias cavernas contendo jarros cerâmicos com antigos rolos de pergaminho e papiro, escritos em hebraico, aramaico e, em menor número, em grego. Sem se darem conta, haviam realizado uma das maiores descobertas arqueológicas do século XX: sete manuscritos com cerca de dois mil anos de idade que, após passarem por comerciantes e intermediários, acabariam preservados em instituições acadêmicas e museológicas, sobretudo no Santuário do Livro, parte do Museu de Israel, em Jerusalém. Autenticados por especialistas, esses textos ficaram conhecidos como os Manuscritos do Mar Morto e desencadearam uma intensa busca por novos achados nas centenas de cavernas da região. Milhares de fragmentos adicionais foram encontrados, alguns do tamanho de uma unha, tanto por arqueólogos profissionais quanto por negociantes movidos pelo lucro. A autoria dos documentos permanece incerta, mas, com base em análises históricas, linguísticas e arqueológicas, muitos estudiosos os atribuem a uma seita judaica geralmente identificada como os essênios, que teria vivido em Qumran entre o século II a.C. e a destruição da região pelos romanos, por volta de 70 d.C. Os Manuscritos do Mar Morto contêm as versões mais antigas conhecidas de vários livros da Bíblia Hebraica, algumas datando de até mil anos antes dos manuscritos medievais, base das edições bíblicas utilizadas atualmente pelo judaísmo. Antes dessa descoberta, os exemplares mais antigos das Escrituras Hebraicas conhecidos datavam dos séculos IX e X da era cristã, o que levantava dúvidas sobre a fidelidade da transmissão textual ao longo dos séculos. A importância dessa descoberta reside no fato de que ela revolucionou os estudos bíblicos e a crítica textual, permitindo comparações diretas entre textos separados por mais de um milênio. Por isso, os Manuscritos do Mar Morto são amplamente considerados uma das maiores descobertas arqueológicas do século passado, tendo contribuído de forma decisiva para o aperfeiçoamento das traduções bíblicas e para uma compreensão mais precisa de sua transmissão. Em essência, os Manuscritos do Mar Morto trouxeram contribuições fundamentais tanto para o judaísmo quanto para o cristianismo. Para o judaísmo, eles confirmam, em grande medida, a notável fidelidade com que as Escrituras Hebraicas foram preservadas ao longo do tempo. Para o cristianismo, ajudam a compreender melhor o contexto religioso, social e cultural da Palestina do século I, no qual Jesus e os primeiros cristãos viveram e atuaram.

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