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10 Francs – 1973 – França

  • awada
  • 17 de jul. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 18 de jan.

Voltaire: O homem que com sua pena afiada desafiou reis e dogmas.



François-Marie Arouet, mais conhecido pelo pseudônimo Voltaire (1694–1778), foi um escritor, ensaísta e filósofo iluminista francês. Celebrizado por sua perspicácia, ironia e espírito crítico, destacou-se como um dos mais vigorosos defensores das liberdades civis, especialmente da liberdade religiosa, da liberdade de expressão e de princípios ligados ao liberalismo econômico. Suas ideias exerceram profunda influência sobre pensadores que inspiraram tanto a Revolução Francesa quanto a Revolução Americana. Escritor extremamente prolífico, Voltaire produziu obras em praticamente todos os gêneros literários de seu tempo — teatro, poesia, romances filosóficos, ensaios, textos históricos e científicos. Estima-se que tenha escrito mais de 20 mil cartas, além de dezenas de livros e inúmeros panfletos e opúsculos, que circularam amplamente pela Europa. Mesmo sob rígidas leis de censura e punições severas, foi um defensor constante da reforma social e do pensamento crítico. Polemista satírico, utilizou sua obra para atacar o fanatismo religioso, a intolerância e os abusos cometidos tanto pela Igreja Católica quanto pelas instituições políticas do Antigo Regime. Embora mantivesse diálogo com monarcas do chamado “despotismo esclarecido”, não poupava críticas ao absolutismo e aos privilégios do clero e da nobreza. Por suas opiniões, foi preso duas vezes na Bastilha e, após a segunda prisão, refugiou-se na Inglaterra, experiência que influenciou profundamente sua visão sobre tolerância religiosa, ciência e organização política. Não seria exagero afirmar que Voltaire foi uma das figuras intelectuais mais influentes do século XVIII. Seus livros eram lidos em toda a Europa, e soberanos como Frederico II da Prússia e Catarina II da Rússia buscavam seus conselhos. Ainda que não tenha implementado reformas diretamente, suas ideias contribuíram decisivamente para a consolidação de valores como a tolerância religiosa, a liberdade de imprensa, a justiça mais equitativa e a crítica aos privilégios hereditários — princípios que moldaram o pensamento político moderno. Ao morrer, sua família desejava que fosse sepultado na abadia de Scellières, na região de Troyes. O bispo local, contudo, proibiu oficialmente o enterro do filósofo em solo consagrado. O prior da abadia respondeu no dia seguinte que a notificação chegara tarde demais, pois Voltaire já havia sido enterrado. Anos depois, em 1791, em meio ao fervor revolucionário, seus restos mortais foram trasladados com honras para o Panteão de Paris, antiga igreja de Santa Genoveva, transformada em mausoléu laico destinado aos grandes nomes da França. Ali, Voltaire repousa ao lado de figuras como Rousseau, Descartes, Victor Hugo, Marie e Pierre Curie e Alexandre Dumas, simbolizando o triunfo duradouro das ideias do Iluminismo e o legado de um pensador que ajudou a redefinir os fundamentos da liberdade, da razão e da crítica ao poder.

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