10 Dollars – 1985-93 – São Vicente e Granadinas
- awada
- 2 de jul. de 2021
- 2 min de leitura
Atualizado: 16 de jan.
A ilha que divide seu exíguo espaço com um sinistro vizinho.


São Vicente e Granadinas é uma nação localizada no sul do Mar do Caribe, na região conhecida como Pequenas Antilhas. O país é formado por uma ilha principal — São Vicente — e por uma cadeia de ilhas menores ao sul, as Granadinas. A ilha principal teria sido avistada por Cristóvão Colombo durante sua terceira viagem às Américas, em 22 de janeiro de 1498, data dedicada a São Vicente no calendário católico. Embora Colombo não tenha desembarcado ali, a ilha acabou recebendo o nome do santo em sua homenagem. Antes da chegada dos europeus, São Vicente era habitada por diferentes povos indígenas, sobretudo caribes e arawaks. Em 1635, escravizados africanos sobreviventes do naufrágio de dois navios espanhóis chegaram à ilha, tornando-se o primeiro grupo não indígena a nela se estabelecer de forma permanente. A partir da convivência e miscigenação com os caribes, formou-se o grupo conhecido como caribes negros, ou garífunas, que teria papel central na história local. Como ocorreu em outras partes do Caribe, a colonização de São Vicente foi marcada por intensas disputas entre França e Grã-Bretanha. Em 1719, os franceses passaram a se estabelecer na ilha, implantando plantações de café, tabaco, índigo, algodão e açúcar, baseadas majoritariamente no trabalho escravo. Pelo Tratado de Paris de 1763, São Vicente foi cedida à Grã-Bretanha, mas o domínio francês foi temporariamente restaurado em 1779, durante a Guerra de Independência dos Estados Unidos. Em 1793, os britânicos retomaram o controle definitivo da ilha, que permaneceu como colônia britânica até 1979, quando um referendo decidiu por sua independência. Atualmente, São Vicente e Granadinas é uma monarquia parlamentarista, tendo o monarca do Reino Unido como chefe de Estado, além de integrar a Commonwealth. A bela paisagem costeira retratada na cédula acima contrasta com o relevo montanhoso de seu interior, lembrando que a ilha abriga um residente tão imponente quanto perigoso: no extremo norte encontra-se o vulcão La Soufrière, com 1.235 metros de altitude, o ponto mais alto da ilha, e uma longa e trágica história de erupções explosivas e imprevisíveis. Sua atividade mais recente teve início em 27 de dezembro de 2020 e culminou em uma série de erupções explosivas em abril de 2021. Cerca de 20 mil pessoas precisaram ser evacuadas das áreas ao redor do vulcão, seja por via marítima, seja pela única estrada que liga o norte ao sul da ilha. Essa catástrofe foi agravada pela pandemia de Covid-19, que dificultou ainda mais a evacuação e exigiu a vacinação dos deslocados que foram transferidos para outras ilhas das Pequenas Antilhas, como medida para conter o avanço da doença.


Comentários