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10 Dollars – 1966-72 – Austrália

  • awada
  • 19 de fev. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 17 de dez. de 2025

Como um crime de falsificação levou ao desenvolvimento da cédula de polímero.




A falsificação de dinheiro é quase tão antiga quanto o próprio dinheiro. Quando as cédulas começaram a ser emitidas na Europa, no século XVII, eram grosseiras e facilmente copiáveis. Alguns historiadores acreditam, inclusive, que as falsificações em circulação superavam em número as cédulas autênticas. Apesar da constante introdução de tecnologias antifalsificação, ao lançar a cédula de papel-moeda mostrada acima, em 1966, a Austrália não conseguiu escapar da ação dos falsários. Nos anos que se seguiram à sua introdução, centenas de milhares de dólares australianos falsos entraram em circulação. Mesmo com diversos recursos de segurança incorporados às cédulas genuínas, a confiança no novo dinheiro australiano começou a ser abalada. E o mais surpreendente é que isso não foi obra de um criminoso altamente sofisticado, mas de um grupo relativamente comum, formado por um lojista, um artista, um fotógrafo e um alfaiate, financiados por um criminoso de carreira. Com uma impressora colorida, uma câmera fotográfica e papel comum, o fotógrafo registrou imagens de uma nota verdadeira; o artista desenhou a marca-d’água; e o alfaiate, após um treinamento de apenas uma semana como tipógrafo, iniciou, junto com o lojista, a impressão das cédulas falsas em uma garagem. Os falsários acabaram rapidamente capturados pelas autoridades australianas, mas o episódio causou grande preocupação, sobretudo pela facilidade com que haviam conseguido reproduzir a cédula de 10 dólares. Como resposta, em 1968, o Banco Central da Austrália desafiou uma equipe de especialistas a criar uma cédula muito mais segura. O químico David Solomon teve então a ideia de utilizar polímero como base para o dinheiro, inspirado após receber um cartão de visitas plástico de um professor japonês. Ele desenvolveu um substrato exclusivo, composto por camadas sobrepostas de filme polimérico, que permitiam a incorporação de avançados elementos de segurança, como imagens holográficas, extremamente difíceis de copiar ou fotografar. Dessa iniciativa nasceu, em 1988, a primeira cédula de polímero do mundo, lançada pela Austrália. Atualmente, cédulas de polímero são utilizadas em mais de 20 países, entre eles Canadá, Fiji, Ilhas Maurício, Nova Zelândia, Papua-Nova Guiné, Romênia e Vietnã. Além dos ganhos em segurança, muitos desses países também consideram a redução do impacto ambiental proporcionada pela maior durabilidade das cédulas e pela consequente diminuição do uso de papel-moeda.

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