100 Dollars – 2009 – Estados Unidos
Atualizado: 15 de out.
A cédula mais circulada no mundo. E a mais visada pelos falsificadores!


Considerada a cédula de banco mais reconhecida do mundo, a cédula de 100 dólares americanos é a maior denominação atualmente produzida pelo Departamento do Tesouro dos EUA, embora no passado já foram emitidas cédulas com valores faciais maiores, como as de U$500, U$1.000, U$5.000, U$10.000 e até U$100.000, embora a posse desta última por particulares é proibida por lei, estando a maioria delas sob custódia do governo ou expostas em museus como o Smithsonian. Ela foi primeiramente introduzida em 1914 e desde então retrata no anverso Benjamin Franklin, apesar que este já havia sido homenageado em outras emissões monetárias americanas, inclusive na cédula de US$ 50 de 1862 e em moedas. Embora muitas pessoas pensem que sempre há um presidente americano retratado nos atuais dólares, isto na verdade não ocorre nas cédulas de U$10 e U$100, onde vemos respectivamente Alexander Hamilton (economista) e Benjamin Franklin (polímata/intelectual/diplomata) que não foram presidentes. Todas as demais cédulas trazem o retrato de ex-presidentes dos Estados Unidos: George Washington (1º presidente, na cédula de U$1), Thomas Jefferson (3º presidente, na cédula de U$2), Abraham Lincoln (16º presidente, na cédula de U$5), e Andrew Jackson (7º presidente, na cédula de U$20). Por falta de informações credíveis, o motivo de Franklin ter sido retratado na cédula de U$100 não está totalmente esclarecido. Provavelmente tem algo a ver por ele ser um dos pais fundadores da nação americana, ao lado de George Washington, John Adams, Thomas Jefferson, James Madison, Alexander Hamilton e James Monroe; à sua atuação diplomática durante a Guerra de Independência Americana; e à sua reputação internacional como cientista, inventor, escritor e estadista. É interessante citar que a legislação dos Estados Unidos proíbe expressamente que pessoas vivas tenham seus rostos estampados em cédulas de dinheiro. Os designs e retratos atuais estão padronizados desde 1929, quando o Departamento do Tesouro americano escolheu essas figuras específicas por conta de sua "familiaridade permanente na mente do público". Pelo fato de o dólar americano ser a principal moeda de reserva global, as cédulas de U$100 são muito populares internacionalmente. Na verdade, 75% delas circulam fora das fronteiras americanas. Isto evidentemente a torna o alvo de falsificação preferido a nível global, bem como a moeda de fato utilizada nas transações do mercado negro global. Apesar de Franklin estar presente desde a sua criação, a cédula de 100 dólares já teve quatro diferentes desenhos. No seu lançamento, Franklin aparecia de perfil dentro de uma moldura, mas este desenho durou poucos anos. A partir de 1928 ele apareceu de frente na chamada moldura pequena. A próxima alteração se deu em 1996, quando ele apareceu de frente na chamada moldura grande. E finalmente em 2009 ele foi redesenhado de frente, mas sem a moldura. Boa parte dos recursos de segurança das cédulas de U$100 estão incorporados ao próprio papel-moeda, incluindo fitas de segurança avançadas, marcas d´água, pranchetas, fibras de segurança, aditivos especiais e elementos fluorescentes e fosforescentes. Detectar as falsificações na circulação do dinheiro é um grande problema, mas tão difícil quanto é manter o dinheiro longe dos criminosos. Existe um programa oficial para remodelar as cédulas americanas e incorporar novos recursos de segurança, e a cédula de 100 dólares faz parte desse planejamento. O último cronograma divulgado pelo BEP (Bureau of Engraving and Printing) indicava a janela de 2034 a 2038, ainda assim sendo uma previsão, não uma data definitiva de lançamento, podendo ocorrer mudanças conforme a evolução tecnológica e as ameaças de falsificação. Para entender a dimensão da próxima mudança, basta lembrar a reforma que entrou em circulação em 2013: a faixa azul tridimensional, onde imagens de sinos e números 100 parecem se movimentar quando a cédula é inclinada; o sino no tinteiro, que muda de cor conforme o ângulo de observação; além dos recursos complementares como marca d'água com o retrato de Franklin, fio de segurança e tinta que muda de cor. Com certeza a próxima geração deverá avançar além dessas tecnologias, apesar que a próxima remodelação não precisa necessariamente alterar o personagem ou a composição histórica. Nos Estados Unidos, a prioridade declarada é a segurança; o desenho visual é desenvolvido em função das tecnologias que forem aprovadas. É esperar para ver!

